segunda-feira, abril 06, 2009

Mercado espera queda de 0,19% do PIB em 2009

A previsões do mercado para o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro neste ano é de contração de 0,19%, segundo o boletim Focus do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira. No boletim divulgado na semana passada, a previsão era de crescimento zero e, há um mês, a previsão era de crescimento de 1,2%.

Para 2010, a previsão do mercado se manteve em 3,50%.

A taxa básica de juros (Selic) deve encerrar o ano em 9,25%, mesma previsão do boletim divulgado na semana passada. Há um mês, a previsão era de 10,25%.

A previsão para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), índice oficial de inflação, é de 4,26%, abaixo do 4,32% da previsão da semana passada.

Para o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), índice utilizado no reajuste de contratos de aluguel, a previsão do mercado é de alta de 2,71%, contra 3,17% previstos na semana passada.

O dólar deve chegar ao fim deste ano cotado a US$ 2,30, segundo o Focus, mesma previsão feita há um mês.

domingo, abril 05, 2009

Crise devolve 563 mil à baixa renda

O ano de 2009 começou com uma reversão abrupta no crescimento da classe média - incluindo a classe C, a classe média popular - que caracterizou boa parte do governo de Lula. Somente em janeiro, a classe C nas seis maiores regiões metropolitanas do País perdeu 11% do seu crescimento no governo Lula. No mês, um total de 563 mil pessoas caiu da classe C para as classes D e E nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife.

Somando-se as classes A e B à C, a redução nas regiões metropolitanas chega a 765 mil, e é exatamente igual ao aumento das classes pobres, a D e a E. O crescimento da classe C é uma marca do governo Lula e também um fenômeno global causado pelo boom econômico encerrado em setembro do ano passado, especialmente em países como a China e a Índia. As classes A e B, por sua vez, incluem o que normalmente se considera como classes média e média alta no Brasil.

As seis regiões metropolitanas representam apenas um quarto da população, e, portanto, o recuo da classe média em janeiro deve ter sido muito maior do que as 765 mil pessoas. Porém, segundo Marcelo Neri, do Centro de Política Social (CPS) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que fez os cálculos, não é possível extrapolar os números para a população como um todo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Sistema Economico Mundial

Programa especial da Globonews sobre a formacao do atual sistema financeiro internacional. A abordagem eh convencional mas vale perder 20 minutos para ver.

Mercadante fala da Crise

O video abaixo eh de uma entrevista que o senador Aloisio Mecadante(PT-SP) deu ao programa Jogo do Poder, da CNT, apresentado pelo Jornalista Alon Feuerwerker.

EUA e a crise dos cart’oes

O total de calotes nos pagamentos de cartões de crédito nos Estados Unidos atingiu o maior patamar em 20 anos, com até 9% dos clientes inadimplentes em algumas bandeiras. O total de não pagamentos chegou a cerca de US$ 400 bilhões em fevereiro, o equivalente ao dobro das reservas em dólar do Brasil.

Mantido o atual nível de calotes as perdas definitivas de empresas e bancos podem chegar a US$ 75 bilhões em 2009. O valor é 60% maior do que toda a ajuda dada pelo Tesouro dos EUA ao Citigroup.

As empresas da área, que antes ofereciam até US$ 100 para o cliente adquirir um novo cartão, agora propõem descontos de até US$ 300 nas dívidas dos usuários. Com uma única condição: que ele cancele o plano e devolva o cartão. Mais na Folha.

Brasil gasta mais com "spread" do que com saúde e educação

Uma matéria publicada na folha do domingo, 5, mostrou como o “gasto” com spread aumentou depois de que a crise atingiu em cheio a economia brasileira.

Em 2008, o Brasil pagou R$ 134,5 bilhões em "spread" bancário (diferença entre a taxa paga pelo banco e a que é aplicada em empréstimos e consumidores) --valor que corresponde a quase quatro vezes o orçamento do Ministério da Educação ou duas vezes e meia o do Ministério da Saúde no ano passado. As pessoas físicas contribuíram com R$ 85,4 bilhões desse total, e as empresas, com R$ 49,1 bilhões, segundo a Fecomercio SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo). As informações são da repórter Denyse Godoi. Link da Folha.

Retomada: 5 de abril

A partir da terça o blog voltará a ser atualizado diariamente. A linha editorial, a linguagem e o métido e trabalho continuam os mesmo: facilitar ao leitor se informar sobre a crise e seus desdobramentos no Brasil.

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Demorou: EUA perto de estatizar bancos

Os EUA liquidaram nos primeiros 40 dias deste ano o equivalente a mais da metade dos bancos fechados em 2008 inteiro, quando foram extintas 25 instituições, um recorde recente. Sete bancos foram fechados só na primeira semana de fevereiro, o maior número em um mês desde 1993.

Aos acionistas desses bancos, 13 médios e pequenos, foram impostas perdas totais, e suas agências, distribuídas entre os concorrentes, assim como as contas dos clientes. A expectativa é que até 1.000 dos 8.348 bancos dos EUA sejam liquidados nos próximos três anos pela FDIC, a agência federal que supervisiona o sistema.

Na semana passada, as ações dos quatro principais bancos dos EUA (Citigroup, Bank of America, JPMorgan Chase e Wells Fargo) derreteram na Bolsa de Valores de Nova York.
O Citi vale hoje 10% do que valia há um ano, e suas ações despencaram 44% na semana. Por trás da fuga dos investidores está o temor crescente de que algumas dessas instituições, especialmente Citi e Bank of America (BofA), sejam estatizadas. Mais na Folha.


sábado, fevereiro 21, 2009

O desemprego no mundo

Vale assistir este vídeo do "Sem Fronteiras", da GloboNews. É um rápido giro pela situação do emprego no mundo nos últimos meses.



quarta-feira, fevereiro 18, 2009

A origem da bagunça financeira

Aula de Ciência Política, na Universidade de Princeton.



segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Montadora Nissan corta 20 mil empregos

Os cortes serão em todas as filiais. A empresa afirma que a decisão foi motivada devido ao resultado do primeiro ano de prejuízo da companhia em quase uma década. A empresa prevê uma redução de 265 bilhões de ienes (US$ 2,9 bi) para este ano.

"A indústria automotiva mundial está em uma crise, e a Nissan não é exceção", afirmou o executivo-chefe do grupo Renault-Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn. De acordo com o presidente da empresa, o fechamento de vagas atingirá 8,5% de toda a força de trabalho da Nissan.

domingo, fevereiro 08, 2009

Cinema: In Debt We Trust

Este é um documentário que trata de um problema que já é grave nos EUA e que pode se agravar ainda mais: as dívidas com os cartões de crédito. É um caso sério que pode gerar uma nova grave crise de inadimplência. Vale a pena ver. Infelizmente é em inglês e não consegui legendado.

sábado, fevereiro 07, 2009

UMA visão do protecionismo

A equipe de jornalistas é boa, mas nenhum especialista em economia. A ordem foi seguir o que disse o “meanstrean” internacional em DAVOS. A maneira como a reportagem do Globonews interpreta o protecionismo é superficial. Não aprofunda a discussão, nem mostra vozes discordantes. Também não leva em consideração que esse foi um instrumento muito utilizado durante o período de desenvolvimento das principais potências mundiais e em períodos de recuperação de crises, como após a segunda guerra. E naquels ocasiões o protecionismo funcionou. Cumpriu o papel de ajudar a retormar o crescimento e a melhorar o nivel de renda e de emprego depois de  1945. Apesar de tudo, indico para que assista a essa matéria especial, que foi ao ar no “Sem Fronteiras” desta semana.

Entrevistaram seis economistas ou especialistas para afirmar e reafirmar a mesma coisa. Dava para ter feito o mesmo programa ouvindo um dos seis.

Economista da UNICAMP acredita em mais desemprego em 2009

A entrevista oi dada pelo professor doutro Claudio Salvadori Dedecca para a radio nacional, parceira da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).

EUA: recessão já eliminou 3,6 milhões de empregos

É o maior número de demissões desde 1939, quando os dados começaram a ser coletados.  Metade destas vagas desapareceram apenas nos últimos três meses.

Só em janeiro 598 mil postos de trabalho foram fecahados. Esse dado contribuiu para que a taxa de desemprego desse um salto. Em dezembro era 7,2% da população economicamente ativa. Hoje, 7,6% dos estadunidenses ativos estão desempregados, maior nível desde setembro de  1992. Há economistas que acreditam que a taxa possa atingir 9% nos próximos meses.

Os cortes atingem todos os setores da economia norte-amercina.  A Indústria de bens de produção demitui 200 mil. A Construção cívil 111 mil. E o setor de Serviço cortou 279 mil vagas.

As empresas de varejo cortaram 45 mil empregos em janeiro, pelo 12º mês seguido. O governo criou 6 mil empregos. Abaixo um Gráfico que mostra a evolução do desemprego nos EUA desde outubro de 2008.

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Recessão: GM vai fechar mais fábricas

O fechamento ocorrerá nos EUA, a partir de  17 de fevereiro. O motivo apresentado é a queda de 49% nas vendas da montadora em janeiro. Certamente, a GM é a montadora mais a fetada pela crise econômica e financeira mundial.

A empresa quer reduzir rapidamente a produção. Em dezembro demitiu 11 mil trabalhadores, depois de receber uma ajuda de U$ 17 bilhões do governo americano. Em janeiro a produção caiu 57%, em relação a janeiro de 2008.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Estados ricos puxam queda da indústria

Com cortes de produção na casa dos 50% em alguns locais, o desempenho de setores como automobilístico, mineração, siderurgia e máquinas e equipamentos derrubou, em dezembro, a indústria nas três maiores economias do país: São Paulo (-14,9% ante novembro), Minas Gerais (-16,4%) e Rio de Janeiro (-8,2%), Estados que somam cerca de 60% da produção da indústria nacional. Mais na Folha.

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Brasil prorroga acordo de US$ 30 bi com BC dos EUA

O Banco Central do Brasil anunciou nesta terça-feira a ampliação do acordo de troca de reais por dólares com o Federal Reserve (banco central dos EUA) por mais seis meses. O prazo dessa linha, que tinha validade até abril de 2009, foi estendido até 30 de outubro deste ano.

Esse acordo, firmado em outubro do ano passado, garante ao Brasil um reforço de até US$ 30 bilhões nas reservas internacionais --que hoje somam cerca de US$ 205 bilhões-- e funciona como uma espécie de linha de crédito que o país poderá usar durante esse período de crise. Até o momento, o Brasil não utilizou o dinheiro.

Ao contrário dos acordos firmados na última década com o FMI (Fundo Monetário Internacional), essa linha não obriga o Brasil a mudar a sua política econômica. Para ter acesso aos dólares, o país precisa apenas transferir o valor equivalente em reais para a conta do Fed, como garantia.

Fluxo negativo continua negativo

Janeiro marcou o quarto mês seguido de fluxo cambial negativo para o Brasil. De acordo com dados divulgados hoje pelo Banco Central, a saída de recursos do país superou a entrada em US$ 3,018 bilhões no mês passado. Em dezembro, o fluxo havia sido negativo em US$ 6,373 bilhões. No primeiro mês de 2008, a saída líquida havia somado US$ 2,357 bilhões.

O câmbio comercial, no qual são registrados os dados do comércio exterior brasileiro, proporcionou fluxo positivo de US$ 532 milhões em janeiro, resultado de exportações de US$ 10,261 bilhões e importações de US$ 9,729 bilhões. Em janeiro do ano passado, o saldo comercial foi bem maior, de US$ 4,173 bilhões. Mais no Valor.

Ajustes continuam na indústria após queda recorde

A demanda interna parou de sustentar o crescimento brasileiro no fim de 2008 e início deste ano. A produção industrial caiu 12,4% em dezembro na comparação com novembro, já descontados os fatores sazonais, e 14,5% em relação a dezembro de 2007, quedas recordes na série estatística do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A retração foi generalizada e 70% dos 755 produtos investigados apresentaram recuo na produção - outro recorde negativo. Mais no Valor.

OIT: Crise pode gerar 50 milhões de desempregados em 2009

O relatório Tendências Mundiais de Emprego 2009, da OIT, o agravamento da crise econômica pode fazer com que a taxa global de desemprego atinja 7,1% neste ano, comparado com 6% em 2008 (dados preliminares) e 5,7% em 2007.

Nesse caso, o número de desempregados pode chegar a quase 230 milhões - 50 milhões a mais do que os 179,5 milhões registrados em 2007, ano em que a economia global ainda não havia sido atingida pela atual crise.

A previsão da OIT é consideravelmente maior do que a divulgada em outubro de 2008, quando o órgão projetou que o número de desempregados poderia aumentar em até 20 milhões de pessoas neste ano.

"A mensagem da OIT é realista, não alarmista. Nós enfrentamos uma crise global do emprego", afirmou o diretor-geral da OIT, Juan Somavia. Mais na BBC Brasil.

“Pelo amor de Deus, recuperem suas economias”

Esse é o conselho que o presidente LULA daria aos presidentes dos EUA,Barack Obama, e da Inglaterra, Gordon Brown,  para minimizar as repercusões da crise nas economias mais dependentes. O presidente brasileiro fez essa coloção em uma entrevista, ao jornal espanhol El Pais, que pode ser vista pelo link.

Frigorífico Independência fecha unidade e demite 400 em MS

Ficarão apenas 130 dos 530 funcionários da unidade de Campo Grande (MS). O motivo, diz a rede, foi a "ociosidade industrial" ante a queda na oferta de gado para abate no Estado. A unidade desativada, que pode abater até mil animais por dia, vinha utilizando menos de 60% da capacidade.

Governo aumenta PAC em R$ 142 bilhões

A previsão inicial era de gastar R$ 503,9 bilhões entre 2007 e 2010 e R$ 189 bilhões a partir de 2010. Agora, os gastos serão de R$ 646 bilhões e R$ 502 bilhões, respectivamente.

O objetivo do governo é estimular a economia do país durante a crise. Entre os principais projetos do novo aporte está o crédito para a Petrobras explorar petróleo na camada do pré-sal.

Apesar do acréscimo no investimento, o governo encontra dificuldades em gastar o já aprovado. O programa encerrou 2008 com gastos de R$ 18,7 bilhões dos R$ 33 bilhões comprometidos.

Apesar do acréscimo no investimento, o governo encontra dificuldades em gastar o já aprovado. O programa encerrou 2008 com gastos de R$ 18,7 bilhões dos R$ 33 bilhões comprometidos. Mais na Folha.

Apenas países do Bric escapam da queda na venda de veículos

A Rússia foi o país com o maior crescimento na venda de automóveis e comerciais leves no ano passado (14,2%), consolidando-se em quinto lugar no ranking mundial desse segmento com a venda de 2,92 milhões de unidades.

O Brasil registrou o segundo maior crescimento entre os dez primeiros do ranking, com alta de 14,1% sobre 2007. Foram vendidos 2,67 milhões de automóveis em 2008. Somando os demais segmentos de veículos, a indústria automotiva registrou venda de 2,82 milhões de unidades em 2008 no Brasil.

A China terminou 2008 com alta de 6,9% em seu mercado interno de automóveis, com 6,49 milhões de unidades vendidas. O país asiático continua em segundo no ranking mundial. Da Folha On Line.

Panasonic anuncia prejuízo e demite 15 mil

Empresa deve fechar 27 fábricas. 15 mil postos de trabalho no mundo serão fechados antes de março de 2010. A Panasonic teve o maior prejuízo em 8 anos.

A maior fabricante mundial de telas de plasma prevê fechar um total de 27 fábricas, 13 delas no Japão, e registrar no ano fiscal 2008, que termina em março, perdas líquidas de US$ 4,244 bilhões. Mais na FOLHA de S.Paulo.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Economista da Unicamp diz que desemprego cresce mais em 2009

A entrevista oi dada pelo professor doutro Claudio Salvadori Dedecca para a radio nacional, parceira da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).

Infraestruutura: governo quer construir 500 mil casas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (3) que em cerca de dez dias ministros apresentarão a ele um plano para a construção de 500 mil casas em todo o país.

"Daqui a uns 10 dias, a Dilma Rousseff [ministra-chefe da Casa Civil], o Guido Mantega [ministro da Fazenda] e o Márcio Fortes [ministro das Cidades] vão apresentar um plano para construirmos mais 500 mil casas neste país, além daquelas que a Caixa Econômica já constrói".

Lula destacou que a geração de empregos é a principal motivação da medida. "Vamos fazer isso por que precisamos gerar empregos".

Nos próximos dias, o governo vai lançar um conjunto de medidas para incentivar a construção civil. O plano seria apresentado na semana passada, mas foi adiado porque o presidente Lula quer reduzir ainda mais o custo do financiamento habitacional e conceder mais facilidades às famílias com renda inferior a cinco salários mínimos (até R$ 2.075).

34,4% conhece alguém demitido

A nova pesquisa CNT/Sensus, divulgada hoje, mostra que 34,4% dos entrevistados conhecem alguém que já foi demitido, após o início da crise financeira que atinge a economia global.

Ainda segundo o levantamento, 42,7% dizem ter receio de perder seu emprego ou sua atividade econômica caso a crise financeira mundial se agrave no país. O número é muito próximo ao dos que dizem não ter receio de perder o posto de trabalho: 43,8%.

Sobre as negociações entre empresas e trabalhadores para enfrentar o desemprego, 50% dos entrevistados disseram aceitar redução de jornada  com redução dos salários. 38,9% se opuseram a essas medidas.

Produção industrial cai 12,4% em dezembro

No ano alta é de 3,1%, diz IBGE. Foi o pior resultado desde 1991. Em novembro, a queda havia sido de 5,2%. Em relação a novembro do ano passado, foi verificada queda de 14,5%, segundo número negativo consecutivo nesta base de comparação. O resultado também foi o pior da história, nessa relação.

Os bons resultados verificados antes do agravamento da crise garantiram um crescimento de 3,1% para a indústria em 2008, em relação ao ano anterior. De janeiro a setembro, a alta acumulada chegara a 6,4%.

No acumulado do último trimestre do ano (outubro a dezembro), a produção recuou 9,4% sobre os três meses imediatamente anterior. Matéria da Folha.

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Semana começa mal para economia mundial

Aumento do desemprego na China, produção industrial em queda na Europa, déficit na balança comercial brasileira: as notícias negativas divulgadas nesta segunda, dia 02/02, mostra a paralisia da economia mundial, com reflexos nos pregões dos principais mercados financeiros nesta segunda-feira.

De acordo com estimativas da Organização Mundial do Comércio (OMC), o comércio mundial teve, em 2008, crescimento de apenas 4%, por causa da crise econômica e financeira, abaixo dos 5,5% de 2007 e dos 8,5% de 2006.

No Japão, as vendas de veículos novos, sem contar os "Smarts", caíram 27,9% em janeiro, sexto mês consecutivo de baixa, alcançando seu pior nível em 41 anos, segundo a Associação Japonesa de Concessionários de Automóveis (Jada). Mais na EFE.

Obama adverte que mais bancos dos EUA podem falir

Para o presidente dos EUA isso acontecerá assim que ficar clara a dimensão exata das perdas dessas instituições. Em entrevista à rede de TV americana NBC, Obama afirmou que ''alguns bancos não irão sobreviver'' à crise que atinge o país. Mas enfatizou: os depósitos de clientes não enfrentam riscos. Ele acrescentou que provavelmente será necessário que o governo faça mais, para sanar a situação das instituições financeiras. Mas não entrou em detalhes sobre quando e quanto pretende oferecer para ajudar os bancos.

sábado, janeiro 31, 2009

"Recuperação levará anos, e não meses", afirma Obama

O presidente dos EUA, Barack Obama, antecipou neste sábado que deve lançar um novo plano para estimular a concessão de crédito no país. E voltou a reforçar que não espera uma solução de curto prazo para a pior crise econômica em mais de 70 anos. "Os americanos sabem que a nossa recuperação econômica levará anos, e não meses", disse ele, em seu segundo programa semanal de rádio, a frente da Casa Branca.

Obama também pressionou novamente o Senado a aprovar o pacote de US$ 819 bilhões já liberado pela Câmara dos Representantes (Deputados). Nesta Casa, o programa passou sem quaisquer votos dos legisladores republicanos. Entre os senadores, também se espera resistência igual, pois vários partidários já criticaram vários itens do plano proposto do Casa Branca.

"Os riscos estão em um nível tão alto que nós não podemos nos permitir mais os velhos confrontos e posturas partidárias em Washington. É a hora de ir numa direção diferente", afirmou ele. Mais no Folha On Line. Abaixo uma Matéria da Globonews.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Crise chega às pequenas indústrias no 1º trimestre

A crise atingiu primeiro as grandes empresas, que são exportadoras, mas deve chegar com maior força às pequenas e médias já nos próximos meses.

De acordo com pesquisa divulgada hoje pela CNI, a dificuldade de acesso a crédito aumentou para a indústria no último trimestre de 2009. O indicador que mostra as condições de acesso a empréstimos ficou em 32,4 pontos, contra 42,6 pontos no trimestre anterior. No último trimestre de 2007, o índice era de 47,6 pontos. Link na Folha.

Funcionários da Sabó aceitam redução de 12% do salário

A jornada de trabalho terá um dia a menos na semana. E os empregos estão garantidos por 135 dias.

A assessoria de imprensa da Sabó informou que, caso a situação da empresa melhore, os dois mil funcionários que participam do acordo podem voltar a trabalhar normalmente e retomar o valor real do salário.

Esse é o segundo acordo desse tipo fechado em São Paulo. Os 2.799 funcionários da MWM Motores, localizada na zona sul da capital paulista, aceitaram reduzir a jornada em um dia por semana e o salário em 17,5%. Todos os benefícios foram mantidos. Mais no Terra.

terça-feira, janeiro 27, 2009

O perigo ronda: governo corta investimentos

 

Serão R$ 14,6 bilhões a menos em investimentos no orçamento de 2009. Outros R$ 22,6 bilhões serão cortados de gastos com manutenção das atividades do governo. Ao todo 37,2 bilhões deixaram de ser gasto pelo governo federal.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, diz que o corte é provisório, valendo até março, quando o governo deverá anunciar um contingenciamento na execução das verbas previstas.

“A crise vai significar um crescimento menor e, portanto, nossa capacidade de receita será menor. Temos uma mudança no quadro econômico, nossa receita neste ano vai ser menor e queremos manter as prioridades. O PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] será mantido, os programas sociais, a área de educação, assistência, saúde, os programas de desenvolvimento de tecnologia são muito importantes. Também vamos manter os incentivos a habitação. Isso será capaz de ajudar a gerar mais emprego, com isso, gerar renda, e manter o crescimento econômico”, disse o ministro nesta terça-feira em entrevista coletiva.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Empresas demitem mais de 70 mil no mundo nesta segunda

O maior corte foi o da norte-americana Caterpillar, fabricante de máquinas do setor de construção, que demitiu 20 mil funcionários. "A crise financeira e bancária se acelerou no quarto trimestre de 2008 e teve um impacto significativo no crescimento econômico em geral, e nos setores aos quais servimos no mundo todo", informou a Caterpillar.

A também norte-americana do setor telecomunicações Sprint Nextel planeja cortar cerca de 8.000 postos de trabalho no primeiro trimestre. A empresa quer reduzir em US$ 1,2 bilhão seus gastos anuais.

Na Europa, multinacionais e bancos internacionais anunciaram nesta segunda-feira o corte de 17.200 empregos em todo o mundo. O maior corte foi anunciado pelo gigante holandês do setor bancário ING, que vai cortar 7.000 vagas. Mais no site da Folha.

Fiesp e centrais pedem Selic a 8%

O grupo pede também que as reuniões do Conselho de Política Monetária (COPOM) seja realizadas a cada 15 dias enquanto durar a crise. Hoje as reuniões são realizadas a cada 45 dias.

Outras reivindicações são: Redução  dos spreads bancários e a ampliação do número de integrantes do Conselho Monetário Nacional (CMN), de três para sete membros, abrindo o órgão à participação de outras áreas do governo, da área acadêmica e das forças produtivas.

domingo, janeiro 25, 2009

Queda no preço dos minérios empobrece cidade de Potosí

Potosí fica na Colômbia e a economia local depende muito da mineiração. O título acima é de uma reportagem publicada no domingo, 25/01, pela Folha de São Paulo. A matéria é do jornalista Fabiano Maisonnave, enviado pelo jornal para cobrir o referendo sobre a Constituição da Colômbia. Abaixo um trecho da matéria, que mostra mais uma face da crise. O impacto nas commodities e na vida de pessoas ligadas à mineiração.

"Olha o silêncio, agora só tem silêncio", diz a vendedora Alice Gutierrez, quando a Folha lhe pergunta se suas vendas caíram. "E amanhã vai ser pior." Até agosto, quando a mineração em Potosí ainda vivia o "boom" mineiro iniciado em meados de 2005, Gutierrez vendia cerca de 30 bananas de dinamite entre 6h e 10h da manhã, horário em que monta a sua venda na calçada diante do cortiço onde mora com dois filhos. Anteontem, não conseguiu vender nenhuma.

"Não ganho mais para comprar a carnezinha", diz Gutierrez, que vende cada dinamite por 2,70 bolivianos (R$ 0,90). Segundo ela, sua margem de lucro por unidade é de apenas 0,10 centavos de boliviano, o equivalente a R$ 0,03. Mais na Folha de Domingo.

Retorno à enxada

Esse é o título de uma reportagem sobre retirantes chineses que comemoraram o ano novo com a família, mas que não sabem se voltarão para as cidades. A matéria é do correspondente da Folha em Pequim, Raul Juste Lores. "Os empregos na construção civil e nas fábricas voltadas à exportação estão desaparecendo como fogos de artifício. A vida deles é duríssima nas cidades grandes, mas, pelo que eles dizem, o campo chinês ainda é pior". Essa é uma das impressões do jornalista. Mais sobre o texto pode ser visto no blog Raul na China.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

BNDES terá mais R$ 100 bilhões até 2010

Serão R$ 50 bilhões neste ano e R$ 50 bilhões em 2009. Esse dinheiro virá por meio do caixa do governo e das captações feitas no exterior pelo Tesouro Nacional. Em 2008, o banco emprestou cerca de R$ 90 bilhões.


Em 2009, o banco já conta com R$ 116 bilhões, fora os R$ 50 bilhões anunciados hoje. O BNDES tem sido um dos grandes instrumentos do governo para enfrentar a crise financeira e a falta de financiamentos. Assim, o dinheiro liberado será direcionado a aumentar o crédito para as empresas brasileiras.


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que os juros serão subsidiados, ou seja, as taxas cobradas serão abaixo das de mercado. O dinheiro ficará disponível para o banco, que irá sacar conforme necessário.

Serão priorizados investimentos na área de gás e energia, bens de capital e infraestrutura, entre outros setores. Também vão garantir os investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e da Petrobras.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

BC corta taxa de juros em 1 ponto percentual

Foi surpreendente. Economistas e especialistas esperavam uma redução de 0,75%. Mas agora os juros passam 13,75% ao ano para 12,75%.

É o maior corte desde dezembro de 2003. A medida põe fim a um ciclo de alta iniciado em abril de 2008, quando o juro básico subiu de 11,25% para 11,75%.

O corte foi decido por cinco votos a três, sendo que os dissidentes defenderam uma redução de 0,75 ponto percentual.

As notícias recentes sobre queda de 8% na atividade industrial e o fechamento de 655 mil vagas de trabalhos contribuiram para a decisão. A partir de agora, o Comitê de Política Monetária (COPOM) deverá tomar mais medidas como esta. Inflação não temos que temer. Pelo menos no curto prazo.



Apesar  do corte o resultado da queda vai levar tempo para ser sentido pelos consumidores e tomadores de emprestimos. E é mais uma ajuda na tentativa de retomar o dinamismo da indústria.


E tem mais uma coisa boa. 30% da dívida pública interna brasileira, que hoje é R$1,03 trilhão, está atrelada à Taxa Básica de Juros (SELIC), que o Banco Central (BC) reduziu hoje. Com isso, esse 1 ponto percentual a menos será menos dinheiro para o país pagar em forma de juros.

O governo economizará R$ 36 bilhões por ano com o  pagamento de juros. Se o BC continuara baixar a taxa básica, já temos de onde tirar dinheiro para financiar os investimentos públicos e as ações de combate a crise que devereão ser ampliadas. Abaixo a SELIC nos últimos 8 encontros do BC.



Dados: Banco Central do Brasil
 

Empresas sofreram desvalorização de US$ 30 trilhões

Essa perda foi causada pela crise no período de um ano, afirma o diretor do Fórum Mundial de Economia, Klaus Schwab. A perda é 30 vezes maior do que os planos para socorrê-las. "Estamos no meio da crise, a economia mundial está no hospital e precisamos definir novas regras para o capitalismo", declarou Schwab.

Schwab falou que a crise transforma a globalização e muda o discurso, passando a defender regulamentação no setor financeiro, "que está na enfermaria e precisa ser salvo".

GM afasta mais 1600 no Brasil

São trabalhadores temporários da fábrica de São Caetano. Em comunicado, a empresa disse que revisará previsões de vendas de veículos de porte médio no mercado interno para o primeiro trimestre deste ano, em função da crise financeira internacional. A GM quer "adequar os seus níveis de produção com a demanda prevista".

Em todo o Brasil a GM já demitiu ou afastou 2.300 funcionários temporários em apenas uma semana. Vale lembrar que o banco da GM, que financia os carros da montadora, foi um dos beneficiados, em outubro de 2008, por uma ajuda do Governo Federal e do Governo do Estado de São Paulo.

Além disso, o IPI sobre seus produto foi reduzido e as vendas de carrso novos aumentou em dezembro e janeiro. Mesmo assim a demissões são tidas como necessárias. Aí um problema de depender de empresas multinacionais para alavancar o desenvolviemnto, a geração de renda e empegos. Não há comprometimento dessas corporações com o país onde instalaram-se. Querem lucro.


terça-feira, janeiro 20, 2009

Despenca o número de Bilionários no país

34 brasileiros perderam esse posto. Essa matéria de Aúdio da Revista Exame mostra bem.




Economista chileno diz que crise será longa

A crise está longe de terminar, segundo o economista chileno Gabriel de Palma. Professor da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Ele afirmou hoje (14), em São Paulo, que os “abusos” do sistema financeiro internacional terão efeitos negativos sobre a economia real por, pelo menos, mais cinco anos.

“Esta é a pior crise econômica desde 1929 e será longa. A sua característica principal será a [duração] e não a sua intensidade”, disse, em palestra no Programa Avançado Latino-Americano para o Repensamento do Macro-desenvolvimento Econômico (Laporde, na sigla em inglês), realizado na Fundação Getulio Vargas.

Para Palma, é difícil prever quando a crise vai terminar, mas se pode afirmar que ela será mais longa do que se espera, até porque nenhuma das soluções propostas até agora, na opinião do economista, é capaz de resolvê-la. “Só foram apresentadas saídas falsas.

O economista disse ser pessimista quanto aos rumos da economia no pós-crise. Segundo ele, a equipe do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama - tida como a grande esperança para a promoção das mudanças necessárias - é formada pelas mesmas pessoas que, no passado, afrouxaram a regulação dos mercados e originiram o atual problema.Do Repórter Vinicius Konchinski, da Agência Brasil

Governo prepara novas medidas contra a crise

Além de incentivar a construção civil, com mais facilidade na concessão de crédito, o governo deve anunciar também:

- Mais parcelas para o seguro desemprego, que devem aumentar para 10 ou 12 parcelas. Essa medida dá mais confiança para o consumidor comprar ou pelo menos para manter o pagamento de suas dívidas;

- Aumento do salário mínimo e das aposentadorias e pensões para fevereiro vai aumentar a quantidade de dinheiro disponível nas mão dos consumidores que poderão comprar mais;

Economistas preveem que o Banco Central vai reduzir a SELIC em 0,75%, o que ajuda a baratear o dinheiro emprestados pelos bancos comerciais e facilitar o crediário. Vídeos abaixo são da Band e do UOL.

Economia Japonesa "piora rapidamente"

É o que diz o governo daquele país em seu relatório econômico de janeiro. Pelo quarto mês seguido o Japão reduz suas expectativas com a sua economia.

É a avaliação mais pessimista do governo sobre a economia desde novembro de 2001. No relatório, o governo disse que a "severa volatilidade nos mercados acionários e de câmbio pode empurrar a economia japonesa ainda mais para baixo".

O índice Nikkei 225, da Bolsa de Tóquio, caiu 42% em 2008, a maior queda já registrada. Em 2009, até odia 19 de janeiro, a queda acumulada é de 6,8%. Enquanto isso, o iene tem se segurado bem em torno de 90,50 ienes para o dólar. Um iene valorizado prejudica os exportadores japoneses, ao tornar os produtos japoneses mais caros no exterior.

No relatório consta que "os lucros corporativos estão caindo substancialmente e o investimento empresarial está declinando".

As medidas tomadas pelos países só terão impactoa médio e longo prazo. Nada impede a recessão e seus desdobramentos. A redução do comérici global, o aumento do desemprego, queda no consumo e retração da economia já está contratada. É inevitável.  E pior, vai se aprofundar. Afinal, os problemas apenas começaram, mas ninguém diz quando vão terminar.

Não é que as medidas são inválidas e não deveriam ser tomadas agora. Elas são importantes, mas para ajudar numa recuperação futura.



segunda-feira, janeiro 19, 2009

Mais desempregados: 655 mil em dezembro

Foi o pior dezembro desde 1999. O setor que mais demitiu foi a indústria de transformação, que engloba vestuário, automóveis, calçados e móveis. Somente nestes segmentos, foram perdidas 273.240 vagas de emprego.

O segundo setor mais afetado foi o da agricultura, que teve um saldo negativo de 134.487 empregos. O ministro disse que esta retração reflete a dificuldade de obtenção de crédito pelos agricultores em meio a turbulência mundial. O setor de construção civil teve uma perda de 82.432 vagas de trabalho.

Apesar dos resultados ruins de dezembro, o ano de 2008 apresentou um saldo positivo de 1.452.204 empregos, o que representou um crescimento de 5,01% sobre 2007. Este foi o terceiro melhor resultado anual.

Certamente, esse é mais um indicador que o Banco Central deve considerar ao definir a nova SELIC, no dia 21 de janeiro. Abaixo um vídeo de uma matéria do Globonews.

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Desemprego, redução da atividade industrial e salários sem reajuste real podem desacelerar rapidamente a economia brasileira. O governo demora em tomar medidas em favor do emprego ou da manutenção da renda dos trabalhadores.

Aumentar o número de parcelas do seguro desemprego, antecipar o aumento do salário mínimo e das aposentadorias e pensões ajudariam a aumentar as vendas e a retomar a atividade industrial.


sábado, janeiro 17, 2009

Indústria paulista: acelera demissões em dezembro

Foram dimitidos de 100 mil a 120 mil trabalhadores com carteira assinada. Esse são dados preliminares da pesquisa do nível de emprego mensal, da Federação da Indústria de São Paulo. Se confirmado o resultado, a geração líquida de emprego na indústria em São Paulo fica zerada em 2008.

Até setembro, a geração líquida foi de 167 mil emprego. Mas a partir de outubro a indústria paulista demitiu mais. 10 mil foram demitidos naquele mês e mais 34 mil em novembro. Abaixo um gráfico mostra a evolução das demissões na indústria de São Paulo.


sexta-feira, janeiro 16, 2009

EUA cobrirão perdas do Citi e Bank of America

Serão U$ 400 bilhões. O governo vai comprar ativos dos dois conglomerados financeiros. Em uma versão renovada e mais detalhada do pacote de salvamento anunciado no final de novembro do ano passado, o Citi acordou com o Departamento do Tesouro dos EUA, com o Federal Reserve de Nova York e com a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) uma garantia que vai cobrir perdas de um total de US$ 301 bilhões de ativos do banco por um prazo de cinco a dez anos. Do UOL.


quinta-feira, janeiro 15, 2009

Volks não renova 150 temporários em Taubaté; 650 são mantidos

Os contratos terminam entre janeiro e fevereiro. Os empregados dispensados estão entre os 800 com emprego por prazo determinado. Deles, 450 serão efetivados imediatamente e 200 serão renovados.

A montadora informou  que negociou com o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté a introdução do sistema de banco de horas que permitirá a flexibilização da jornada de trabalho na unidade. O acordo prevê que a empresa poderá conceder até 25 dias de descanso durante 2009, com o lançamento do período no banco de horas para compensação futura. Da Folha On Line.

Petróleo cai a US$ 35 dólares com piora da economia dos EUA

A commodity reflete a queda nas vendas no varejo em dezembro e em 2008 como um todo e o aumento nas reservas americanas. O desaquecimento da economia americana deve causar uma retração na demanda mundial pelo produto, o que afeta o preço do barril.

No dia 14 de janeiro, o governo americano informou que as reservas de petróleo no país cresceram em 1,2 milhão de barris na semana encerrada no último dia 9. A contínua expansão dos estoques americanos refletem desaquecimento da economia dos EUA

No Brasil, o preço dos combustívveis se mantém. A Petrobrás está reforçando seus lucros para manter seus investimentos nos próximos anos. Investimento significa mais emprego e renda.

A Petrobras está reavaliando seu programa de investimento para os próximos anos e a pretensão do governo é que eles cheguem pelo menos a 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) já em 2009, o que representa uns R$ 9 bilhões a mais do que o executado em 2008.

No ano passado, a estatal foi responsável por investimentos correspondentes a 1,1% do PIB (R$ 33 bilhões), percentual bem superior aos investimentos totais pagos pelo governo federal, que representaram 0,9% do PIB (pouco mais de R$ 26 bilhões e desses, somente R$ 7,8 bilhões foram para obras do PAC). Do Valor.

IGP-10: Deflação de 0,85% em janeiro

Esse é o menor índice da história para os 10 primeiros dias de janeiro. Em dezembro o IGP-10 subiu 0,03%. Dentre os três indicadores que compõem ao IGP-10, o Índice de Preços por Atacado (IPA) teve deflação de 1,50% em janeiro, ante queda de 0,22% em dezembro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou alta de 0,62%, taxa idêntica à elevação apurada em dezembro. E o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC) subiu 0,17%  Em dezembro subiu 0,33%.

Os preços dos produtos agrícolas no atacado caíram 1,56% em janeiro, em comparação com a deflação de 0,21%  de dezembro. Os preços dos produtos industriais no atacado tiveram queda de 1,47%. 

A deflação indica que houve queda expressiva nas vendas em janeiro.  Elas baixam os preços para melhorar as vendas. Para o pesquisador da Unicamp, Davi Antunes, este tipo de fenômeno só ocorre quando você tem crises desta gravidade.

A deflação indica um problema grave para as empresas. Ela leva a um círculo vicioso de queda dos preços, nos lucros, queda do emprego, queda das vendas, queda dos preços, etc...

As pessoas percebem que os preços caem. Esperam. E Compram mais na frente, quando os preços tiverem caído mais. No acumulado de 12 meses até janeiro, o IGP-10 registra elevação de 8,23%. Um link para o G1
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quarta-feira, janeiro 14, 2009

Otimismo ou Desinformação?

Uma pesquisa do IBOpe mostra que 79% dos brasileiros acham que vão ganhar mais em 2009. Outros 49% acham que o ano será melhor que 2008. Culpados são o governo que subestimou o tamanho da crise e da mídia que faz uma cobertura superficial sobre a economia mundial. Falta didatismo para explicar o que é esperado a médio prazo despois que as indústrias comeram a demitir. Qual o significado da redução da atividade industrial?

Até parei de assistir os telejornais, porque se tornaram mais ainda divulgadores de notas do Banco Central. Isso é sinal do despreparo do pessoal que cobre a economia. Vi gente do esporte falando de reflexos da crise na economia da China. Foi a gota. Aqui uma matéria do portal Invertia.

FED: economia dos EUA continua a perder força

É o que diz o Livro Bege, que trás os dados que serão levados em conta na próxima reunião do conselho do FED que define a taxa de Juros, nos dias 27 e 28 de janeiro.

Segundo o Livro, os descontos oferecidos pelo comércio varejista não seduziram os consumidores. "os informes dos distritos indicam que as vendas no varejo foram em geral fracas, particularmente durante a temporada de festas", diz o documento. O mercado de mão-de-obra também se enfraqueceu, com alguns distritos do Fed relatando congelamentos e mesmo reduções de salários, especialmente entre as instituições financeiras, nas quais os bônus de fim de ano devem ter se reduzido em pelo menos 20% a 30%.

"A maioria dos distritos observou atividade fraca ou reduzida em uma variedade ampla de setores", diz o documento, preparado pelos técnicos do Fed de St. Louis antes de 5 de janeiro. Segundo o Livro Bege, "a maioria dos distritos relatou que as demissões continuaram. O de Nova York observou que um número substancial de reduções de emprego no setor financeiro ainda estão por aparecer nas estatísticas do payroll (relatório do mercado de trabalho)".

A crise continua a se aprofundar. O principal problema agora é o emprego ou a falta dele. Só vai voltar quando os investimentos públicos forem feitos. Mas o impacto do investimento no emprego não será imediato. Por isso o início da recuperação dos EUA está bem longe.

Fiesp defende diminuição de jornada com redução de salários

O objetivo é reduzir os custos. As empresas não querem ficar com estoques, senão forçam queda nos preços. Não precisam produzir tanto e por isso não precisa de trabalhadores durante 8 horas por dia. Pagando menos aos trabalhadores só as empresas ganham. Com os trabalhadores fica a incerteza e a necessidade de se rearranjar com o novo salário.

Em tempo de crise de consumo tirar dinheiro do trabalhador/consumidor é trazer a crise, definitivamente, para dentro do país. A aumentar ainda mais a queda na produção industrial, aumentar o desemprego e criar um campo fértil para deflação e recessão.

O  presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Paulo Skaf, contestou nesta quarta-feira as declarações do ministro trabalho, Carlos Lupi, de que as empresas beneficiadas por medidas do governo não possam demitir. Skaf também defendeu a redução da jornada de trabalho e de salários para evitar demissões no país, sem a garantia de estabilidade de emprego. As centrais sindicais são contra. Mas a Força Sindical aceita negociar.

A FIESP  acha que agora é um momento para se discutir a flexibilização das leis trabalhistas. Ontem, Lupi disse que não há motivos para demissões e defendeu que sejam dadas garantias de emprego pelas empresas que recebem incentivos e crédito subsidiado do governo. Mais na Folha On Line.



terça-feira, janeiro 13, 2009

Uma Semana!

Esse é o tempo que falta para George Bush deixar de ser presidente. Foram oito anos de guerras, mortes, mentiras e dissimulação. Na próxima terça-feira, dia 20, o mundo vai comemorar a demissão de um homem que abusou do seu poder durante o tempo que passou na Casa Branca. Durante essa semana vários texto serão publicados aqui no blog. Apesaar de falar de economia, abriremos espaço para a política. Sem esquecer que a economia é uma das áreas que mais necessitam da saída do presidente americano. A foto abaixo foi tirada pelo fotográfo Saul Loeb, da Agência France-Presse(AFP).

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Queda nas vendas leva 32,5% das empresas a planejar demissões

As demissões são já para fevereiro. A FGV ouviu 1.086 indústrias. Juntas elas empregam 1,3 milhão de trabalhadores. Com o fim do décimo terceiro e das promoções de início de ano os estoques baixaram, como queriam as empresas e lojas.

A partir de agora as empresas trabalharam com estoques menores porque têm medo de não vender. Essas incertezas fazem as empresas demitirem, porque não precisam de tanta produção nem de tentos trabalhadores apara atender à demanda.

A pesquisa da FGV mostra que os setores que mais pretendem demitir são aqueles cujas vendas dependem do crédito, que continua escasso, como automóveis e eletrodomésticos; ligados a planos de investimentos, como máquinas e equipamentos; e relacionados à exportação, como celulose e siderurgia.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Produção de veículos no Brasil cai 47,1%

Essa redução foi em relação a produção de novembro. Já em relação a dezembro de 2007 o recuou foi de 54,1%. No último mês de 2008, 102.053 unidades foram produzidos, informou nesta quinta-feira a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores ( Anfavea). EOs dados do final do ano não conseguiram atrapalhar o bom resultado das montadoras durante o ano. Em 2008, a produção cresceu 8%, a 3,214 milhões de unidades, nível recorde para a indústria nacional, mas abaixo das previsões da entidade.

A queda registrada pela Anfavea está em linha com o recuo de 5,2% da produção industrial nos últimos trinta dias de 2008, em relação ao mês anterior, informado pela Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para o qual o maior peso foi a queda de 22,6% no setor automotivo. Da Reuters.

quarta-feira, janeiro 07, 2009

1,4 Milhão demitidos no último trimestre nos EUA

Só em dezembro foram 693.000 demissões. Segundo estudo publicado pela consultoria ADP, a dimensão dos empregos perdidos é muito superior à prevista pelos analistas, que estimavam um retrocesso de 493.000 postos. Em novembro 533 mil pessoas haviam perdido o emprego.

A queda no consumo, puxada pelo desemprego e o endividamento, eliminou 473.000 postos de trabalho no setor de serviços em dezembro. A indústria perdeu em dezembro 220.000 empregos.

As grandes empresas, com 500 ou mais empregados, fecharam 91.000 postos de trabalho, enquanto as empresas médias (de 50 a 449 funcionários) demitiram 321.000 trabalhadores. As pequenas empresas perderam 281.000 vagas, no terceiro mês consecutivo de queda.

O economista Davi Nardy Antunes, pesquisador da UNICAMP, diz que as empresas pequenas têm menos força e capacidade de se adequar às variações do mercado, por isso sofrem mais numa crise. Por isso, elas são um colchão amortecedor das grandes empresas... Num mercado em contração, quem perde espaço são os pequenos, que tem custos mais elevados e menos resistência. Aí embembaixo um gráfico que mostra o crescimento das demissões.


Esses dados mostram que a crise ainda está piorando. O desemprego vem aumentando a cada mês. O fundo do poço ainda não chegou.

terça-feira, janeiro 06, 2009

Queda nas exportações aumenta desemprego na China

Mais de 10 milhões de trabalhadores foram demitidos. Desde setembro, quando a crise secou o crédito e os efeitos da recessão tornoaram-se inevitáveis, 4.800 fábricas de brinquedos da região de Kantão faliram. Milhares de outras empresas devem ter o mesmo destino, porque eram fornecedoras das empresas que quebraram.

O governo chinês dá incentivo a abertura de empresas no país e a manutenção delas, mas estabelece metas de produção, lucratividade e produtividade. Caso a empresa não atinja às metas, a falência é certa.

A China que sempre foi conhecida pela exportação de produtos de baixo valor agregado, como brinquedos e outras commodities industriais, tenta entrar numa nova fase. O governo chinês quer capacitar o país para produzir com alta tecnologia e de maior valor no mercado mundial. Abaixo um vídeo da agência EFE publicado no UOL.


Produção Industrial Brasileira cai 5,2% em Novembro

A queda de 5,8% foi inesperada. Não pela crise, que como sabemos tem efeitos para muito mais que isso. Mas pelo período de natal. Em Novembro e Dezembro, geralmente, a indústria é aquecida pelo aumento das encomendas do comércio. Mas em 2008 o consumo de natal, puxado pelo décimo terceiro, não foi suficiente para sustentar uma alta na produção industrial brasileira.

A produção na índustria começou bem o segundo semestre, com alta de 3% em junho. Mas passou a cair a partir de agosto. Houve uma recuperação em setembro, quando aumentou 1,8%. Em outubro e novembro a produção caiu 8%. Embaixo tem um gráfico que mostra o comportamento da produção da indústria no segundo semestre.



Nos últimos 12 meses, a produção industrial cresceu 4,8%. No ano, a indústria produziu 4,7% mais em relação ao verificado de janeiro a novembro de 2007. A Pesquisa Industrial Mensal, do IBGE,  mostra que houve recuo na produção em 21 dos 27 ramos pesquisados em novembro, na comparação com o mês anterior. A principal influência veio da indústria automobilística, cuja produção caiu 22,6%. Também apresentaram queda os setores de máquinas e equipamentos (-11,9%), edição e impressão (-14,8%), indústrias extrativas (-10,9%) e metalurgia básica (-10,2%).

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Empresa remeteram 56% mais lucros em 2008

Em 2008 a remessa de lucro de empresas estrangeiras instaladas no Brasil superou R$ 33 bilhões. Em 2007, as remessas tinham sido de R$ 21 bilhões e desde 2003 o envio desses recursos ao exterior aumentou mais de cinco vezes. Naquele ano empresas remeteram R$ 6 bilhões.

O crescimento econômico dos últimos quatro anos no Brasil aumentou a renda dos mais pobres e gerou mais de 7 milhões de empregos. Com isso houve aumento no consumo e no lucro das empresas. Muitas dessa empresas são estrangeiras. E como susas matrizes nos países ricos sofrem com a recessão as filiais brasileiras tiveram que enviar seus lucros para ajudar a fechar as contas.

A General Eletrics e a Ford são dois exemplos emblemáticos desse momento. As duas empresas têm fábricas em várias partes do mundo. Com excessão do Brasil todas estavam no vermelho. A única planta que gerou lucro em 2008 foi a brasileira. Abaixo tem um gráfico que mostra o aumento da remessa de lucros entre 2003 e 2008.