segunda-feira, abril 06, 2009

Mercado espera queda de 0,19% do PIB em 2009

A previsões do mercado para o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro neste ano é de contração de 0,19%, segundo o boletim Focus do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira. No boletim divulgado na semana passada, a previsão era de crescimento zero e, há um mês, a previsão era de crescimento de 1,2%.

Para 2010, a previsão do mercado se manteve em 3,50%.

A taxa básica de juros (Selic) deve encerrar o ano em 9,25%, mesma previsão do boletim divulgado na semana passada. Há um mês, a previsão era de 10,25%.

A previsão para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), índice oficial de inflação, é de 4,26%, abaixo do 4,32% da previsão da semana passada.

Para o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), índice utilizado no reajuste de contratos de aluguel, a previsão do mercado é de alta de 2,71%, contra 3,17% previstos na semana passada.

O dólar deve chegar ao fim deste ano cotado a US$ 2,30, segundo o Focus, mesma previsão feita há um mês.

domingo, abril 05, 2009

Crise devolve 563 mil à baixa renda

O ano de 2009 começou com uma reversão abrupta no crescimento da classe média - incluindo a classe C, a classe média popular - que caracterizou boa parte do governo de Lula. Somente em janeiro, a classe C nas seis maiores regiões metropolitanas do País perdeu 11% do seu crescimento no governo Lula. No mês, um total de 563 mil pessoas caiu da classe C para as classes D e E nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife.

Somando-se as classes A e B à C, a redução nas regiões metropolitanas chega a 765 mil, e é exatamente igual ao aumento das classes pobres, a D e a E. O crescimento da classe C é uma marca do governo Lula e também um fenômeno global causado pelo boom econômico encerrado em setembro do ano passado, especialmente em países como a China e a Índia. As classes A e B, por sua vez, incluem o que normalmente se considera como classes média e média alta no Brasil.

As seis regiões metropolitanas representam apenas um quarto da população, e, portanto, o recuo da classe média em janeiro deve ter sido muito maior do que as 765 mil pessoas. Porém, segundo Marcelo Neri, do Centro de Política Social (CPS) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que fez os cálculos, não é possível extrapolar os números para a população como um todo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Sistema Economico Mundial

Programa especial da Globonews sobre a formacao do atual sistema financeiro internacional. A abordagem eh convencional mas vale perder 20 minutos para ver.

Mercadante fala da Crise

O video abaixo eh de uma entrevista que o senador Aloisio Mecadante(PT-SP) deu ao programa Jogo do Poder, da CNT, apresentado pelo Jornalista Alon Feuerwerker.

EUA e a crise dos cart’oes

O total de calotes nos pagamentos de cartões de crédito nos Estados Unidos atingiu o maior patamar em 20 anos, com até 9% dos clientes inadimplentes em algumas bandeiras. O total de não pagamentos chegou a cerca de US$ 400 bilhões em fevereiro, o equivalente ao dobro das reservas em dólar do Brasil.

Mantido o atual nível de calotes as perdas definitivas de empresas e bancos podem chegar a US$ 75 bilhões em 2009. O valor é 60% maior do que toda a ajuda dada pelo Tesouro dos EUA ao Citigroup.

As empresas da área, que antes ofereciam até US$ 100 para o cliente adquirir um novo cartão, agora propõem descontos de até US$ 300 nas dívidas dos usuários. Com uma única condição: que ele cancele o plano e devolva o cartão. Mais na Folha.

Brasil gasta mais com "spread" do que com saúde e educação

Uma matéria publicada na folha do domingo, 5, mostrou como o “gasto” com spread aumentou depois de que a crise atingiu em cheio a economia brasileira.

Em 2008, o Brasil pagou R$ 134,5 bilhões em "spread" bancário (diferença entre a taxa paga pelo banco e a que é aplicada em empréstimos e consumidores) --valor que corresponde a quase quatro vezes o orçamento do Ministério da Educação ou duas vezes e meia o do Ministério da Saúde no ano passado. As pessoas físicas contribuíram com R$ 85,4 bilhões desse total, e as empresas, com R$ 49,1 bilhões, segundo a Fecomercio SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo). As informações são da repórter Denyse Godoi. Link da Folha.

Retomada: 5 de abril

A partir da terça o blog voltará a ser atualizado diariamente. A linha editorial, a linguagem e o métido e trabalho continuam os mesmo: facilitar ao leitor se informar sobre a crise e seus desdobramentos no Brasil.