domingo, janeiro 25, 2009

Queda no preço dos minérios empobrece cidade de Potosí

Potosí fica na Colômbia e a economia local depende muito da mineiração. O título acima é de uma reportagem publicada no domingo, 25/01, pela Folha de São Paulo. A matéria é do jornalista Fabiano Maisonnave, enviado pelo jornal para cobrir o referendo sobre a Constituição da Colômbia. Abaixo um trecho da matéria, que mostra mais uma face da crise. O impacto nas commodities e na vida de pessoas ligadas à mineiração.

"Olha o silêncio, agora só tem silêncio", diz a vendedora Alice Gutierrez, quando a Folha lhe pergunta se suas vendas caíram. "E amanhã vai ser pior." Até agosto, quando a mineração em Potosí ainda vivia o "boom" mineiro iniciado em meados de 2005, Gutierrez vendia cerca de 30 bananas de dinamite entre 6h e 10h da manhã, horário em que monta a sua venda na calçada diante do cortiço onde mora com dois filhos. Anteontem, não conseguiu vender nenhuma.

"Não ganho mais para comprar a carnezinha", diz Gutierrez, que vende cada dinamite por 2,70 bolivianos (R$ 0,90). Segundo ela, sua margem de lucro por unidade é de apenas 0,10 centavos de boliviano, o equivalente a R$ 0,03. Mais na Folha de Domingo.

Retorno à enxada

Esse é o título de uma reportagem sobre retirantes chineses que comemoraram o ano novo com a família, mas que não sabem se voltarão para as cidades. A matéria é do correspondente da Folha em Pequim, Raul Juste Lores. "Os empregos na construção civil e nas fábricas voltadas à exportação estão desaparecendo como fogos de artifício. A vida deles é duríssima nas cidades grandes, mas, pelo que eles dizem, o campo chinês ainda é pior". Essa é uma das impressões do jornalista. Mais sobre o texto pode ser visto no blog Raul na China.