quarta-feira, janeiro 21, 2009

BC corta taxa de juros em 1 ponto percentual

Foi surpreendente. Economistas e especialistas esperavam uma redução de 0,75%. Mas agora os juros passam 13,75% ao ano para 12,75%.

É o maior corte desde dezembro de 2003. A medida põe fim a um ciclo de alta iniciado em abril de 2008, quando o juro básico subiu de 11,25% para 11,75%.

O corte foi decido por cinco votos a três, sendo que os dissidentes defenderam uma redução de 0,75 ponto percentual.

As notícias recentes sobre queda de 8% na atividade industrial e o fechamento de 655 mil vagas de trabalhos contribuiram para a decisão. A partir de agora, o Comitê de Política Monetária (COPOM) deverá tomar mais medidas como esta. Inflação não temos que temer. Pelo menos no curto prazo.



Apesar  do corte o resultado da queda vai levar tempo para ser sentido pelos consumidores e tomadores de emprestimos. E é mais uma ajuda na tentativa de retomar o dinamismo da indústria.


E tem mais uma coisa boa. 30% da dívida pública interna brasileira, que hoje é R$1,03 trilhão, está atrelada à Taxa Básica de Juros (SELIC), que o Banco Central (BC) reduziu hoje. Com isso, esse 1 ponto percentual a menos será menos dinheiro para o país pagar em forma de juros.

O governo economizará R$ 36 bilhões por ano com o  pagamento de juros. Se o BC continuara baixar a taxa básica, já temos de onde tirar dinheiro para financiar os investimentos públicos e as ações de combate a crise que devereão ser ampliadas. Abaixo a SELIC nos últimos 8 encontros do BC.



Dados: Banco Central do Brasil
 

Empresas sofreram desvalorização de US$ 30 trilhões

Essa perda foi causada pela crise no período de um ano, afirma o diretor do Fórum Mundial de Economia, Klaus Schwab. A perda é 30 vezes maior do que os planos para socorrê-las. "Estamos no meio da crise, a economia mundial está no hospital e precisamos definir novas regras para o capitalismo", declarou Schwab.

Schwab falou que a crise transforma a globalização e muda o discurso, passando a defender regulamentação no setor financeiro, "que está na enfermaria e precisa ser salvo".

GM afasta mais 1600 no Brasil

São trabalhadores temporários da fábrica de São Caetano. Em comunicado, a empresa disse que revisará previsões de vendas de veículos de porte médio no mercado interno para o primeiro trimestre deste ano, em função da crise financeira internacional. A GM quer "adequar os seus níveis de produção com a demanda prevista".

Em todo o Brasil a GM já demitiu ou afastou 2.300 funcionários temporários em apenas uma semana. Vale lembrar que o banco da GM, que financia os carros da montadora, foi um dos beneficiados, em outubro de 2008, por uma ajuda do Governo Federal e do Governo do Estado de São Paulo.

Além disso, o IPI sobre seus produto foi reduzido e as vendas de carrso novos aumentou em dezembro e janeiro. Mesmo assim a demissões são tidas como necessárias. Aí um problema de depender de empresas multinacionais para alavancar o desenvolviemnto, a geração de renda e empegos. Não há comprometimento dessas corporações com o país onde instalaram-se. Querem lucro.