segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Demorou: EUA perto de estatizar bancos

Os EUA liquidaram nos primeiros 40 dias deste ano o equivalente a mais da metade dos bancos fechados em 2008 inteiro, quando foram extintas 25 instituições, um recorde recente. Sete bancos foram fechados só na primeira semana de fevereiro, o maior número em um mês desde 1993.

Aos acionistas desses bancos, 13 médios e pequenos, foram impostas perdas totais, e suas agências, distribuídas entre os concorrentes, assim como as contas dos clientes. A expectativa é que até 1.000 dos 8.348 bancos dos EUA sejam liquidados nos próximos três anos pela FDIC, a agência federal que supervisiona o sistema.

Na semana passada, as ações dos quatro principais bancos dos EUA (Citigroup, Bank of America, JPMorgan Chase e Wells Fargo) derreteram na Bolsa de Valores de Nova York.
O Citi vale hoje 10% do que valia há um ano, e suas ações despencaram 44% na semana. Por trás da fuga dos investidores está o temor crescente de que algumas dessas instituições, especialmente Citi e Bank of America (BofA), sejam estatizadas. Mais na Folha.


sábado, fevereiro 21, 2009

O desemprego no mundo

Vale assistir este vídeo do "Sem Fronteiras", da GloboNews. É um rápido giro pela situação do emprego no mundo nos últimos meses.



quarta-feira, fevereiro 18, 2009

A origem da bagunça financeira

Aula de Ciência Política, na Universidade de Princeton.



segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Montadora Nissan corta 20 mil empregos

Os cortes serão em todas as filiais. A empresa afirma que a decisão foi motivada devido ao resultado do primeiro ano de prejuízo da companhia em quase uma década. A empresa prevê uma redução de 265 bilhões de ienes (US$ 2,9 bi) para este ano.

"A indústria automotiva mundial está em uma crise, e a Nissan não é exceção", afirmou o executivo-chefe do grupo Renault-Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn. De acordo com o presidente da empresa, o fechamento de vagas atingirá 8,5% de toda a força de trabalho da Nissan.

domingo, fevereiro 08, 2009

Cinema: In Debt We Trust

Este é um documentário que trata de um problema que já é grave nos EUA e que pode se agravar ainda mais: as dívidas com os cartões de crédito. É um caso sério que pode gerar uma nova grave crise de inadimplência. Vale a pena ver. Infelizmente é em inglês e não consegui legendado.

sábado, fevereiro 07, 2009

UMA visão do protecionismo

A equipe de jornalistas é boa, mas nenhum especialista em economia. A ordem foi seguir o que disse o “meanstrean” internacional em DAVOS. A maneira como a reportagem do Globonews interpreta o protecionismo é superficial. Não aprofunda a discussão, nem mostra vozes discordantes. Também não leva em consideração que esse foi um instrumento muito utilizado durante o período de desenvolvimento das principais potências mundiais e em períodos de recuperação de crises, como após a segunda guerra. E naquels ocasiões o protecionismo funcionou. Cumpriu o papel de ajudar a retormar o crescimento e a melhorar o nivel de renda e de emprego depois de  1945. Apesar de tudo, indico para que assista a essa matéria especial, que foi ao ar no “Sem Fronteiras” desta semana.

Entrevistaram seis economistas ou especialistas para afirmar e reafirmar a mesma coisa. Dava para ter feito o mesmo programa ouvindo um dos seis.

Economista da UNICAMP acredita em mais desemprego em 2009

A entrevista oi dada pelo professor doutro Claudio Salvadori Dedecca para a radio nacional, parceira da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).

EUA: recessão já eliminou 3,6 milhões de empregos

É o maior número de demissões desde 1939, quando os dados começaram a ser coletados.  Metade destas vagas desapareceram apenas nos últimos três meses.

Só em janeiro 598 mil postos de trabalho foram fecahados. Esse dado contribuiu para que a taxa de desemprego desse um salto. Em dezembro era 7,2% da população economicamente ativa. Hoje, 7,6% dos estadunidenses ativos estão desempregados, maior nível desde setembro de  1992. Há economistas que acreditam que a taxa possa atingir 9% nos próximos meses.

Os cortes atingem todos os setores da economia norte-amercina.  A Indústria de bens de produção demitui 200 mil. A Construção cívil 111 mil. E o setor de Serviço cortou 279 mil vagas.

As empresas de varejo cortaram 45 mil empregos em janeiro, pelo 12º mês seguido. O governo criou 6 mil empregos. Abaixo um Gráfico que mostra a evolução do desemprego nos EUA desde outubro de 2008.

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Recessão: GM vai fechar mais fábricas

O fechamento ocorrerá nos EUA, a partir de  17 de fevereiro. O motivo apresentado é a queda de 49% nas vendas da montadora em janeiro. Certamente, a GM é a montadora mais a fetada pela crise econômica e financeira mundial.

A empresa quer reduzir rapidamente a produção. Em dezembro demitiu 11 mil trabalhadores, depois de receber uma ajuda de U$ 17 bilhões do governo americano. Em janeiro a produção caiu 57%, em relação a janeiro de 2008.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Estados ricos puxam queda da indústria

Com cortes de produção na casa dos 50% em alguns locais, o desempenho de setores como automobilístico, mineração, siderurgia e máquinas e equipamentos derrubou, em dezembro, a indústria nas três maiores economias do país: São Paulo (-14,9% ante novembro), Minas Gerais (-16,4%) e Rio de Janeiro (-8,2%), Estados que somam cerca de 60% da produção da indústria nacional. Mais na Folha.

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Brasil prorroga acordo de US$ 30 bi com BC dos EUA

O Banco Central do Brasil anunciou nesta terça-feira a ampliação do acordo de troca de reais por dólares com o Federal Reserve (banco central dos EUA) por mais seis meses. O prazo dessa linha, que tinha validade até abril de 2009, foi estendido até 30 de outubro deste ano.

Esse acordo, firmado em outubro do ano passado, garante ao Brasil um reforço de até US$ 30 bilhões nas reservas internacionais --que hoje somam cerca de US$ 205 bilhões-- e funciona como uma espécie de linha de crédito que o país poderá usar durante esse período de crise. Até o momento, o Brasil não utilizou o dinheiro.

Ao contrário dos acordos firmados na última década com o FMI (Fundo Monetário Internacional), essa linha não obriga o Brasil a mudar a sua política econômica. Para ter acesso aos dólares, o país precisa apenas transferir o valor equivalente em reais para a conta do Fed, como garantia.

Fluxo negativo continua negativo

Janeiro marcou o quarto mês seguido de fluxo cambial negativo para o Brasil. De acordo com dados divulgados hoje pelo Banco Central, a saída de recursos do país superou a entrada em US$ 3,018 bilhões no mês passado. Em dezembro, o fluxo havia sido negativo em US$ 6,373 bilhões. No primeiro mês de 2008, a saída líquida havia somado US$ 2,357 bilhões.

O câmbio comercial, no qual são registrados os dados do comércio exterior brasileiro, proporcionou fluxo positivo de US$ 532 milhões em janeiro, resultado de exportações de US$ 10,261 bilhões e importações de US$ 9,729 bilhões. Em janeiro do ano passado, o saldo comercial foi bem maior, de US$ 4,173 bilhões. Mais no Valor.

Ajustes continuam na indústria após queda recorde

A demanda interna parou de sustentar o crescimento brasileiro no fim de 2008 e início deste ano. A produção industrial caiu 12,4% em dezembro na comparação com novembro, já descontados os fatores sazonais, e 14,5% em relação a dezembro de 2007, quedas recordes na série estatística do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A retração foi generalizada e 70% dos 755 produtos investigados apresentaram recuo na produção - outro recorde negativo. Mais no Valor.

OIT: Crise pode gerar 50 milhões de desempregados em 2009

O relatório Tendências Mundiais de Emprego 2009, da OIT, o agravamento da crise econômica pode fazer com que a taxa global de desemprego atinja 7,1% neste ano, comparado com 6% em 2008 (dados preliminares) e 5,7% em 2007.

Nesse caso, o número de desempregados pode chegar a quase 230 milhões - 50 milhões a mais do que os 179,5 milhões registrados em 2007, ano em que a economia global ainda não havia sido atingida pela atual crise.

A previsão da OIT é consideravelmente maior do que a divulgada em outubro de 2008, quando o órgão projetou que o número de desempregados poderia aumentar em até 20 milhões de pessoas neste ano.

"A mensagem da OIT é realista, não alarmista. Nós enfrentamos uma crise global do emprego", afirmou o diretor-geral da OIT, Juan Somavia. Mais na BBC Brasil.

“Pelo amor de Deus, recuperem suas economias”

Esse é o conselho que o presidente LULA daria aos presidentes dos EUA,Barack Obama, e da Inglaterra, Gordon Brown,  para minimizar as repercusões da crise nas economias mais dependentes. O presidente brasileiro fez essa coloção em uma entrevista, ao jornal espanhol El Pais, que pode ser vista pelo link.

Frigorífico Independência fecha unidade e demite 400 em MS

Ficarão apenas 130 dos 530 funcionários da unidade de Campo Grande (MS). O motivo, diz a rede, foi a "ociosidade industrial" ante a queda na oferta de gado para abate no Estado. A unidade desativada, que pode abater até mil animais por dia, vinha utilizando menos de 60% da capacidade.

Governo aumenta PAC em R$ 142 bilhões

A previsão inicial era de gastar R$ 503,9 bilhões entre 2007 e 2010 e R$ 189 bilhões a partir de 2010. Agora, os gastos serão de R$ 646 bilhões e R$ 502 bilhões, respectivamente.

O objetivo do governo é estimular a economia do país durante a crise. Entre os principais projetos do novo aporte está o crédito para a Petrobras explorar petróleo na camada do pré-sal.

Apesar do acréscimo no investimento, o governo encontra dificuldades em gastar o já aprovado. O programa encerrou 2008 com gastos de R$ 18,7 bilhões dos R$ 33 bilhões comprometidos.

Apesar do acréscimo no investimento, o governo encontra dificuldades em gastar o já aprovado. O programa encerrou 2008 com gastos de R$ 18,7 bilhões dos R$ 33 bilhões comprometidos. Mais na Folha.

Apenas países do Bric escapam da queda na venda de veículos

A Rússia foi o país com o maior crescimento na venda de automóveis e comerciais leves no ano passado (14,2%), consolidando-se em quinto lugar no ranking mundial desse segmento com a venda de 2,92 milhões de unidades.

O Brasil registrou o segundo maior crescimento entre os dez primeiros do ranking, com alta de 14,1% sobre 2007. Foram vendidos 2,67 milhões de automóveis em 2008. Somando os demais segmentos de veículos, a indústria automotiva registrou venda de 2,82 milhões de unidades em 2008 no Brasil.

A China terminou 2008 com alta de 6,9% em seu mercado interno de automóveis, com 6,49 milhões de unidades vendidas. O país asiático continua em segundo no ranking mundial. Da Folha On Line.

Panasonic anuncia prejuízo e demite 15 mil

Empresa deve fechar 27 fábricas. 15 mil postos de trabalho no mundo serão fechados antes de março de 2010. A Panasonic teve o maior prejuízo em 8 anos.

A maior fabricante mundial de telas de plasma prevê fechar um total de 27 fábricas, 13 delas no Japão, e registrar no ano fiscal 2008, que termina em março, perdas líquidas de US$ 4,244 bilhões. Mais na FOLHA de S.Paulo.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Economista da Unicamp diz que desemprego cresce mais em 2009

A entrevista oi dada pelo professor doutro Claudio Salvadori Dedecca para a radio nacional, parceira da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).

Infraestruutura: governo quer construir 500 mil casas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (3) que em cerca de dez dias ministros apresentarão a ele um plano para a construção de 500 mil casas em todo o país.

"Daqui a uns 10 dias, a Dilma Rousseff [ministra-chefe da Casa Civil], o Guido Mantega [ministro da Fazenda] e o Márcio Fortes [ministro das Cidades] vão apresentar um plano para construirmos mais 500 mil casas neste país, além daquelas que a Caixa Econômica já constrói".

Lula destacou que a geração de empregos é a principal motivação da medida. "Vamos fazer isso por que precisamos gerar empregos".

Nos próximos dias, o governo vai lançar um conjunto de medidas para incentivar a construção civil. O plano seria apresentado na semana passada, mas foi adiado porque o presidente Lula quer reduzir ainda mais o custo do financiamento habitacional e conceder mais facilidades às famílias com renda inferior a cinco salários mínimos (até R$ 2.075).

34,4% conhece alguém demitido

A nova pesquisa CNT/Sensus, divulgada hoje, mostra que 34,4% dos entrevistados conhecem alguém que já foi demitido, após o início da crise financeira que atinge a economia global.

Ainda segundo o levantamento, 42,7% dizem ter receio de perder seu emprego ou sua atividade econômica caso a crise financeira mundial se agrave no país. O número é muito próximo ao dos que dizem não ter receio de perder o posto de trabalho: 43,8%.

Sobre as negociações entre empresas e trabalhadores para enfrentar o desemprego, 50% dos entrevistados disseram aceitar redução de jornada  com redução dos salários. 38,9% se opuseram a essas medidas.

Produção industrial cai 12,4% em dezembro

No ano alta é de 3,1%, diz IBGE. Foi o pior resultado desde 1991. Em novembro, a queda havia sido de 5,2%. Em relação a novembro do ano passado, foi verificada queda de 14,5%, segundo número negativo consecutivo nesta base de comparação. O resultado também foi o pior da história, nessa relação.

Os bons resultados verificados antes do agravamento da crise garantiram um crescimento de 3,1% para a indústria em 2008, em relação ao ano anterior. De janeiro a setembro, a alta acumulada chegara a 6,4%.

No acumulado do último trimestre do ano (outubro a dezembro), a produção recuou 9,4% sobre os três meses imediatamente anterior. Matéria da Folha.

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Semana começa mal para economia mundial

Aumento do desemprego na China, produção industrial em queda na Europa, déficit na balança comercial brasileira: as notícias negativas divulgadas nesta segunda, dia 02/02, mostra a paralisia da economia mundial, com reflexos nos pregões dos principais mercados financeiros nesta segunda-feira.

De acordo com estimativas da Organização Mundial do Comércio (OMC), o comércio mundial teve, em 2008, crescimento de apenas 4%, por causa da crise econômica e financeira, abaixo dos 5,5% de 2007 e dos 8,5% de 2006.

No Japão, as vendas de veículos novos, sem contar os "Smarts", caíram 27,9% em janeiro, sexto mês consecutivo de baixa, alcançando seu pior nível em 41 anos, segundo a Associação Japonesa de Concessionários de Automóveis (Jada). Mais na EFE.

Obama adverte que mais bancos dos EUA podem falir

Para o presidente dos EUA isso acontecerá assim que ficar clara a dimensão exata das perdas dessas instituições. Em entrevista à rede de TV americana NBC, Obama afirmou que ''alguns bancos não irão sobreviver'' à crise que atinge o país. Mas enfatizou: os depósitos de clientes não enfrentam riscos. Ele acrescentou que provavelmente será necessário que o governo faça mais, para sanar a situação das instituições financeiras. Mas não entrou em detalhes sobre quando e quanto pretende oferecer para ajudar os bancos.