Obama promete empregos para estimular consumo
O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, elevou de 2,5 milhões para 3 milhões a meta de geração de empregos para os próximos dois anos. O objetivo é prevenir uma eventual redução de consumo provocada pela sensação de que os empregos estão em risco, avalia a reportagem do jornal "Los Angeles Times" deste domingo.
Na semana passada, o presidente eleito apresentou aos congressistas democratas uma proposta de conceder para a classe média cortes em impostos entre US$ 675 bilhões a US$ 775 bilhões, além de ajuda a governos estaduais para investir em infra-estrutura e nos sistemas de saúde e de educação --um plano para colocar mais pessoas para trabalhar.
Os congressistas democratas tentaram elevar o valor total do pacote para US$ 850 bilhões, porém esbarraram nos democratas mais conservadores e nos republicados. Todos os lados estão em negociação, e parece que o pacote ficará em US$ 775 bilhões. Seria o maior valor para obter aprovação do Congresso e permitir que Obama o assine logo que tomar posse, o que acontecerá em 20 de janeiro próximo.
Folha On LineObama eleva meta e quer criar 3 milhões de empregos em dois anos
O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, expandiu suas metas para o pacote federal de estímulo para a economia com o objetivo de acompanhar as perspectivas cada vez mais pessimistas. O novo plano pretende criar e preservar ao menos 3 milhões de empregos nos próximos dois anos, informa o jornal "Washington Post" neste domingo.
O novo alvo --o anterior era criar 2,5 milhões de vagas-- foi anunciado após uma reunião de quatro horas realizada na semana passada com a cúpula dos conselheiros econômicos. Eles disseram a Obama que os EUA perderão 3,5 milhões de postos no ano que vem e que a taxa de desemprego atual, de 6,5%, subiria para 9%, uma marca inédita desde os anos 80. Folha On Line
Para FMI, governos precisam gastar mais para combater crise
O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, disse à BBC que mais gastos serão necessários paraestimular o crescimento econômico global. Strauss-Kahn disse temer que as medidas anunciadas pelo G20 no mês passado não serão suficientes para conter os efeitos da crise e alertou que a próxima projeção de crescimento econômico global para 2009, a ser divulgada pelo FMI em janeiro, deve ser ainda pior que a anterior.
Em novembro, o FMI revisou para baixo a previsão de crescimento global de 3% para 2,2%. "Estou particularmente preocupado com o fato de que nossa previsão, já muito negativa, vai ser ainda mais negativa se um estímulo fiscal apropriado não for colocado em prática", disse Strauss-Kahn em entrevista à BBC.
Para o diretor-gerente do FMI, seria preciso um pacote equivalente a 2% do Produto Interno Bruto global, cerca de US$ 1,2 trilhão (R$ 2,9 trilhões), para fazer uma diferença significativa. Folha On Line
Crise ameaça emprego formal
O brasileiro vai entrar em 2009 na luta para afastar o fantasma do desemprego que voltou a assombrar a economia, no rastro da crise internacional. A taxa de desemprego interrompeu em novembro a curva de queda. Está em 7,6%, deve passar de 7,8% este ano e, no ano que vem, ficar em torno de 8,5% da população economicamente ativa, segundo consultorias ouvidas pelo Estado. A massa salarial deve se manter estável, com crescimento pouco acima de zero, sem passar de 1,5%.O crescimento da informalidade é um cenário que se desenha com contornos mais definidos para o próximo ano. Caso a economia cresça 3% - prognóstico que está no rol dos mais otimistas - deverão surgir 300 mil empregos informais, calcula Claudio Dedecca, pesquisador do Grupo de Economia do Trabalho da Unicamp.
Estadão