quarta-feira, dezembro 31, 2008

Por Que investir em infra-estrutura?

A revista "América Economia" na edição de dezembro uma reportagem sobre a infra-estrutura dos países das américas. O estudo levou seis meses para ficar pronto. Tem informaçõesde 23 países. E um texto simples e direto. A reportagem mostra a importância do investimento em rodovias, portos, comunicações, logística e saneamento básico para diminuir os efeitos da crise através da geração e manutenção de empregos e renda. Vale ver o site da Revista.

terça-feira, dezembro 30, 2008

Confiança da indústria é a menor desde 1998

O Índice de Confiança da Indústria (ICI), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) caiu 11% em dezembro ante novembro deste ano, passando de 83,9 para 74,7 pontos. Segundo a FGV, o nível de dezembro foi o mais baixo para o ICI desde outubro de 1998, considerando-se dados com ajuste sazonal.A pesquisa é feita com as principais empresas brasilieras e as filiadas à Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP).

Isso signifca que quem vende está com medo de comprar e não vender. Ou ainda, está com medo de produzir e sobrar muito sem compradores. Esse é a crise na cabeça dos industriais. Páram de investir no aumento da produção ou na comprar  ou construção da outra fábrica porque ACHAM que não precisam de tudo isso para atender ao consumo que está em queda. Se elas não investem não geram empregos, e o pior demitem. Quando o número de desempregados for bastante grande essas próprias empresas sentirão novamente redução nas suas vendas. Estoque aumentam e precisam de menos trabalhadores para atenderem aos consumidores. Mais demissões. Enfim... Não serão as empresas que vão nos tirar da situação de baixo crescimento que viveremos a partir de 2009. Elas querem defender os seus lucros e as sua sobrevivência. Não há nenhum tipo de comprometimento com a construção de uma nação ou um país mais justo. Com a manutençaõ de investimentos, de empregos e do consumo. Nada disso. Em momentos de crise é cada um por si.

Nesses momentos os governos são os jogadores que têm o maior peso. Eles devem ter preocupação pública, com o bem estar da população e com a suas arrecadações. Por isso, governos responsáveis e sensatos não reduzem investimentos. São eles que vão gerar os empregos necessários para manter a economia aquecida e ajudarão a tirar a crise de dentro da cabeça de consumidores e empresários.

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Sem ter quem nos defenda, por Alon Feuerwerker

Resta pouca dúvida de que o primeiro semestre de 2009 vai mostrar desaceleração da economia. Será um breque proporcional à falta de autoridade do presidente da República sobre as ações do Banco Central. E proporcional à impotência (ou à falta de vontade) do BC para enquadrar o sistema bancário. É verdade que o juro básico futuro mostra tendência de queda (o mercado não é estúpido e sabe que não existe poder absoluto), o que faz ainda mais espantosa a última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que manteve inalterada a taxa Selic.

Com argumentos enviesados, garantiram-se ganhos extras aos especuladores do câmbio, que poderão passar um fim de ano ainda mais gordo. No Brasil governado pelo PT o Banco Central autonomizou-se e foi cristalizado como uma espécie de estado-maior da banca privada. Na outra ponta da corda, pendurados pelo pescoço, o empresário e o consumidor comum sofrem com a resistência dos bancos a emprestar o dinheiro que, graças ao governo, irriga os cofres das instituições bancárias aos montões.

Se o PT estivesse na oposição, denunciaria o cenário com veemência, apontando-o como paradigma da crueldade social e econômica propiciada pelo neoliberalismo.Mas o PT está no governo e silencia. E como a atual oposição tem nesse assunto o rabo tão preso quanto o PT, o brasileiro acaba ficando sem ter quem o defenda.

Sobra Lula. Pesquisa após pesquisa, os analistas buscam razões para a popularidade recorde de Luiz Inácio Lula da Silva. E conforme aumenta o espanto dos especialistas, cresce também a busca por explicações de fundo subjetivo ou até místico. Inventa-se um “lulismo”, fenômeno inexistente mas útil, na sua virtualidade, para os autoproclamados sabichões tentarem explicar ao distinto público por que as coisas não se passam conforme o previsto, por que o presidente da República não é tragado pelo furacão.

Ameaçado por uma crise extremamente grave, com retração do consumo e risco ao emprego, o brasileiro apóia Lula porque está convencido de que o presidente faz o melhor possível diante das dificuldades e das limitações. Mas essa minha explicação corre o risco da tautologia, de tentar explicar-se por si mesma. Não basta dizer que Lula tem apoio porque a maioria gosta do governo dele. Isso é só uma tautologia. É preciso tentar compreender os porquês.

Para que as pessoas dessem as costas a Lula e decidissem seguir outro comando, seria necessário que os candidatos a líder dissessem abertamente o que fariam de diferente caso estivessem no poder. Mas isso não basta, seria imperioso que as alternativas tivessem alguma consistência ou racionalidade. Que ao menos parecessem motivadas por algum tipo de defesa do interesse público.

O que a oposição diz a respeito da insistência do Banco Central nos juros estratosféricos? Nada. O que a oposição acha do encarecimento e retração dos empréstimos bancários a empresas e consumidores? Aparentemente nada. Mas seria injusto dizer que a oposição está parada. A última dos partidos oposicionistas foi tentar impedir a destinação de recursos ao Fundo Soberano, um mecanismo que começou nebuloso mas que adquiriu inesperada funcionalidade, diante de uma crise para a qual o investimento público maciço é remédio receitado com entusiasmo.

Diz a oposição que o governo faria melhor se em vez de alimentar o Fundo Soberano usasse o caixa para reduzir dívidas. Aí o sujeito olha bem e respira aliviado, por a oposição não estar no governo. A hora não é de reduzir o endividamento público, mas de aumentá-lo. Junto com crédito abundante e barato, a expansão do investimento estatal é o outro mecanismo capaz de tornar a travessia mais suave. Só que a oposição, perfilada com o Banco Central na defesa do juro alto, trabalha para dificultar os investimentos públicos na hora em que eles são mais necessários.

E depois se espantam quando as pesquisas dão Lula lá em cima.

Do Blog do Alon

terça-feira, dezembro 23, 2008

Marcelo Tas mostra a crise financeira na cabeça das pessoas

Para escapar da crise financeira, é precio entrar nela, diz o psicanalista Jacques Stifelman, na terceira e última parte da série "Tas na Crise", mais uma produção inédita do blogueiro e jornalista multimídia Marcelo Tas feita com exclusividade para o UOL.

Dividida em três episódios, a série traz o olhar criativo e provocador de Marcelo Tas sobre a crise econômica que abalou os mercados financeiros mundiais. Sempre com o bom humor que lhe é característico.


domingo, dezembro 21, 2008

Atividade na Mídia - Domingo

Obama promete empregos para estimular consumo

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, elevou de 2,5 milhões para 3 milhões a meta de geração de empregos para os próximos dois anos. O objetivo é prevenir uma eventual redução de consumo provocada pela sensação de que os empregos estão em risco, avalia a reportagem do jornal "Los Angeles Times" deste domingo.

Na semana passada, o presidente eleito apresentou aos congressistas democratas uma proposta de conceder para a classe média cortes em impostos entre US$ 675 bilhões a US$ 775 bilhões, além de ajuda a governos estaduais para investir em infra-estrutura e nos sistemas de saúde e de educação --um plano para colocar mais pessoas para trabalhar.

Os congressistas democratas tentaram elevar o valor total do pacote para US$ 850 bilhões, porém esbarraram nos democratas mais conservadores e nos republicados. Todos os lados estão em negociação, e parece que o pacote ficará em US$ 775 bilhões. Seria o maior valor para obter aprovação do Congresso e permitir que Obama o assine logo que tomar posse, o que acontecerá em 20 de janeiro próximo. Folha On Line

Obama eleva meta e quer criar 3 milhões de empregos em dois anos

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, expandiu suas metas para o pacote federal de estímulo para a economia com o objetivo de acompanhar as perspectivas cada vez mais pessimistas. O novo plano pretende criar e preservar ao menos 3 milhões de empregos nos próximos dois anos, informa o jornal "Washington Post" neste domingo.

O novo alvo --o anterior era criar 2,5 milhões de vagas-- foi anunciado após uma reunião de quatro horas realizada na semana passada com a cúpula dos conselheiros econômicos. Eles disseram a Obama que os EUA perderão 3,5 milhões de postos no ano que vem e que a taxa de desemprego atual, de 6,5%, subiria para 9%, uma marca inédita desde os anos 80. Folha On Line

Para FMI, governos precisam gastar mais para combater crise

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, disse à BBC que mais gastos serão necessários paraestimular o crescimento econômico global. Strauss-Kahn disse temer que as medidas anunciadas pelo G20 no mês passado não serão suficientes para conter os efeitos da crise e alertou que a próxima projeção de crescimento econômico global para 2009, a ser divulgada pelo FMI em janeiro, deve ser ainda pior que a anterior.

Em novembro, o FMI revisou para baixo a previsão de crescimento global de 3% para 2,2%. "Estou particularmente preocupado com o fato de que nossa previsão, já muito negativa, vai ser ainda mais negativa se um estímulo fiscal apropriado não for colocado em prática", disse Strauss-Kahn em entrevista à BBC.

Para o diretor-gerente do FMI, seria preciso um pacote equivalente a 2% do Produto Interno Bruto global, cerca de US$ 1,2 trilhão (R$ 2,9 trilhões), para fazer uma diferença significativa. Folha On Line

Crise ameaça emprego formal

O brasileiro vai entrar em 2009 na luta para afastar o fantasma do desemprego que voltou a assombrar a economia, no rastro da crise internacional. A taxa de desemprego interrompeu em novembro a curva de queda. Está em 7,6%, deve passar de 7,8% este ano e, no ano que vem, ficar em torno de 8,5% da população economicamente ativa, segundo consultorias ouvidas pelo Estado. A massa salarial deve se manter estável, com crescimento pouco acima de zero, sem passar de 1,5%.O crescimento da informalidade é um cenário que se desenha com contornos mais definidos para o próximo ano. Caso a economia cresça 3% - prognóstico que está no rol dos mais otimistas - deverão surgir 300 mil empregos informais, calcula Claudio Dedecca, pesquisador do Grupo de Economia do Trabalho da Unicamp. Estadão

sábado, dezembro 20, 2008

Décimo Terceiro segura o consumo e os preços

A crise não está sendo muito sentida no Brasil ainda por causa do prolangamento da renda no final do ano. Com o décimo terceiro as pessoas sempre compram mais e as empresas sempre contratam mais para atender o aumento do consumo. As encomendas às industrias também aumentam. Mas quando chega janeiro é hora de pargar as contas. IPTU, IPVA, educação, e saldo do cartão de crédito. O dinheiro para o consumo diminui. E é aí que mora o perigo. A partir do próximo fevereiro o consumo das família deve cair, o que vai diminuir as encomendas às indústrias e, para manter os lucros, as empresas precisarão reduzir seus custos. Para isso demições serão inevitáveis.

Hoje, muitas empresas estão em férias coletivas. Quando esses trabalhadores voltarem outros entrarão em férias. Esse rodízio uma hora vai acabar. E as demissões vão se intensificar. Mais desemprego é menos salário, menos consumo, mais inadisplência. Menos encomendas nas índustrias e menor vendas no comércio. O que vai ajudar serão os benefícios de transferência de renda dos governos, como o Bolsa Família Federal e o Renda Cidadão, do Governo do Estado de São Paulo. Esses benefícios dão uma renda fixa e previsível. Não correm o risco de perder. Os benefícios governamentais ajudarão a manter parte do consumo das família e, assim, o emprego de muita gente. Mas esses benefícos têm um poder bastante limitado! Os valores são baixos. Varias de R$ 50 a R$ 182.

Por isso, um alternativa será o seguro-desemprego. Benefício pago por seis meses a quem perde o emprego. O desempregado consegue consumir durante seis meses depos da demissão. Mas num momento como esse, em que empregos não serão gerados como nos últimos dois anos, o governo deverá tomar medidas para ampliar a renda dos desempregados. Uma opção é fazer o seguro-desemprego de dez ou doze meses. Tudo para manter parte dos empregos puxados pelo consumo das famílias. Aumentar os benefícios dos aposentados e pensionistas acima da inflação também seria uma ótimo medida. Mas, será que tem dinheiro para tudo isso? Tem sim. E não precisa cortar os investimentos, que vão gerar emprego e aliviar os efeitas da crise no Brasil. É só segurar os mais de R$ 9 bilhões das emendas parlamentares e usá-las para coisas mais necessárias. Para issó será necessário um boa dose de vontade política e de firmeza nas decisões.

ABAIXO TEM UM VÍDEO QUE TOCA NESSE ASSUNTO. DO YOUTUBE.


sexta-feira, dezembro 19, 2008

Evolução do Desemprego Durante o Ano

Mesmo com as vendas do natal o desemprego aumentou em novembro. Geralmente, nesse mês e em dezembro há um aumento do número de empregados, mas de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)O nível de desemprego nacional passou de 7,5% da população ativa em outubro para 7,6% no mês de novembro. Só em Novembro 95 mil pessoas viraram desempregados. De janeiro a outubro o número de empregos gerados foi maior que o de demissões. Isso em todos os meses. Mas em novembro, já reflexo da crise, o número mais gente foi mandado embora do que contratado.  Abaixo um Gráfico sobre o aumento do desemprego ao longo do Ano.


Na feira com o Banco Central

Você já deve ter ído comprar maça, batata ou cebola. O que a gente percebe: quando tem muito produto o preço cai e quando tem pouco sobe. É a "lei da oferta e procura". Tão conhecida, talvez inconcientemente, das pessoas que vão às compras. Mas  os técnicos do Banco Central(BC) parecem não conhecer essa relação preço e procura. Na ata divulgada ontem que explica os motivos de manter os juros em 13,75% os brilhantes economistas do BC falam de inflação. Como?

Os produtos que eram vendidos lá fora, os exportados, não estão saindo. Terão que ser vindidos aqui no Brasil mesmo. O consumo dos produtos também vai cair no brasil e no mundo, por consequencia do desemprego e da diminuição do crédito. É mais produto que vai sobrar nas lojas, nos supermercados, nas farmácias, enfim...

Se vai sobra tanto a relação "oferta e procura" deve derrubar os preços dos produtos, senão vende menos e "estraga" o resto. O que significa menos lucros para o produtor, empresas e loja.

Os tradicionais problemas com inflação só podem voltar se aumentar o emprego e o crédito. Isso se a indústria e os governos não investirem, o que é difícil em época de aumento de emprego. Mais emprego é mais gente com salário. O resultado é mais consumo e menos frutas e legumes na feira. Aí o preço pode subir. Mas em num ambiente de crise como o que vivemos esperar pela inflação é no mínimo sinal de desconhecimento. Aí embaixo um vídeo do Jornal das Dez, da GloboNews.

Serra terá 20 bilhões a mais em 2009

Certamente, São Paulo é o estado que tem suas contas mais bem ajustadas. E por isso consegue coplocar em prática medidas para inovadoras e criativas para aumentar a sua arrecadação de tributos. O controle dos gastos correntes feito por uma equipe bastante competente nesse ponto também é importante. 

"A Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou ontem o Orçamento estadual de 2009, por 55 votos a 16. Pelo texto, o governador paulista José Serra (PSDB) terá disponíveis para gastos R$ 116 bilhões, o que significa crescimento de eceita da ordem de 20%, já que o Orçamento de 2008 previa uma arrecadação de R$ 96 bilhões. Mas os deputados posicionistas alegam que na verdade a receita será ainda maior, o que dará a Serra grande liberdade para gastos." Informa o Valor on Line

O governo do Estado não divulgou como vai usar o recurso adicional, mas que seja com investimento em infra-estrutura ou em de políticas sociais. Esses R$ 20 bilhões a mais não impedirão que a crise faça estragos sérios no estado, mas dá mais força para que o governo desempenhe a sua função de tentar preservar os nívei de emprego e de renda da população.

Tas na Crise

Abaixo a segunda reportagem do Marcelo Tas sobre a crise.


Fonte: UOL

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Brasil melhora IDH mas crise pode atrapalhar

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) brasileiro, divulgado hoje (18),  mostrando um pequeno avanço do país, que está na 70a posição no mundo, pode não se sustentar nos próximos anos, se o governo não privilegiar investimentos de proteção social, em infra-estrutura, saúde e educação.

A avaliação é do economista Marcelo Paixão, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Segundo ele, o IDH divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) é referente ao ano de 2006, quando a economia brasileira e mundial estava em ritmo de ascensão.

O problema, segundo Paixão, será o índice revelado em 2010, justamente um ano eleitoral, que refletirá a crise econômica de 2008. “Pelo momento econômico que vivemos [em 2006], poderíamos ter avançado mais que outros países. Agora é preciso preservar a área social de cortes por causa da crise”, disse.

Para que o IDH futuro não se reduza, o economista dá a receita: “temos que investir em saneamento básico, para que a mortalidade infantil caia, e políticas para a juventude, para evitar a mortalidade por violência, principalmente entre pobres e negros”.

Segundo Paixão, um dos fatores que contribuem para reduzir o IDH brasileiro é justamente a violência, que diminui em até dois anos a expectativa de vida da população.

ABAIXO UMA REPORTAGEM DO GLOBONEWS


Queda na produção de grandes empresas faz setor de peças demitir

As empresas que produzem carros já colocaram milhares de trabalhadores de férias. É o último passo antes da demissão. Mas,... Deixando a empresa automibilítica de lado, quero falar das empresas que fornecem peças, produzidas aqui no Brasil. As grandes empresas, seja automobilísticas ou de eletrodométicos, têm menos funcionários, isso por que grande parte da produção é feita por máquinas. Ela têm bastante tecnologia. Àquelas plantas gigante e lotadas de trabalhadores é coisa do passado.

Mas ainda é assim no setor de auto peças, que tem menos tecnologia e que depende das vendas dos carros, das geladeiras, televisores e motos para manter ou aumentar a produção. Isso pórque as montadoras apenas montam os carros no BRasil e as peças são produzidas por outras empresas. Como caiu o consumo de carros, motos e geladeiras, caiu também as encomendas das grandes empresas para as fornecedoras de parafusos, câmbio, chapas de aço, termostato, entre outros produtos. Desse jeito, as fabricantes de peças começam a ter estoques maior. Se tem bastante, caiu o preço da peça e o lucro da empresa também. Para manter brigar pelo seus lucros o setor de peças demite. Ái o probema fica mais sério, porque tem muito mais gente empregado nesse setor do que nas grandes empresas de carros e de bens de consumo duravies.

Um terço das grandes empresa vão demitir em 2009

O estudo, realizado no início de novembro, ouviu 1.028 profissionaisA pesquisa aponta que as companhias permanecem planejando cortes de mão-de-obra, redução de salários e bônus e prevêem uma queda nodesempenho de suas próprias empresas no próximo ano. Contudo, os entrevistados afirmam que irão continuar a contratar talentos para posições estratégicas.

Santiago. Os resultados da crise financeira não acabam. Com o complicado cenário econômico atual, as projeções para 2009 não são muito animadoras. Segundo um estudo da consultoria Mercer, chamada Liderança durante Tempos Sem Precedentes, um terço das empresas multinacionais (35%) deve fazer reduções significativas em sua força de trabalho.

de recursos humanos e finanças, que representam organizações com operações em mais de 100 países. 35% dos entrevistados disseram que devem fazer demissões em massas – um número significativo, mas, devido a profundidade da crise, é uma resposta relativamente conservadora. Link da América Economia.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Opep faz maior corte de sua história em produção de petróleo

A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) decidiu nesta  quarta-feira reduzir sua produção petrolífera mais uma  vez, em 2,2 milhões, de barris por dia, a maior redução já feita em uma única ação. A decisão se segue a cortes decididos em setembro e outubro, que chegaram a 2 milhões de barris na produção. O total dos cortes chegará, assim, a 4,2 milhões de barris diários, informou o cartel. Link da Folha

terça-feira, dezembro 16, 2008

No interior de São Paulo férias para seis mil trabalhadores

Arrecadação federal cai em novembro

A queda foi de  16,7% em relação a outubro. Com a redução no consumo das famílias, pela falta de crédito, diminuiu o pagamento de tributos sobre lucro (CSLL) e sobre produtos industrializados (IPI). Segundo dados da Receita Federal, foram arrecadados R$ 54,729 bilhões no mês passado ante R$ 55,6 bilhões em outubro. Foi a primeira queda no ano. A maior queda na comparação anual foi na arrecadação dos bancos com PIS/Cofins e CSLL. Houve queda nas vendas do comérico também. As vendas de bens duráveis, como geladeiras e TVs, e de automóveis explicca parte dos resultados ruins da indústria.

No acumulado do ano, de janeiro a novembro, a arrecadação da Receita totaliza R$ 619,447 bilhões, o que representa um aumento real de 9,16% em relação ao mesmo período de 2007.





Você entende mesmo a crise?

O jornalista e apresentador Marcelo Tas começou hoje a colocar no ar várias reportagens sobre a crise. São matérias diferentes das tradicionais. Tem muito humor e é bastante didática. Dividida em três partes, a série traz o olhar criativo e provocador de Marcelo Tas sobre a crise econômica. Sempre com o bom humor que lhe é característico.O vídeo tá aí embaixo.



O link pra página taki.

domingo, dezembro 14, 2008

CUT cobra contrapartida de empresas beneficiadas

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos, lamentou que as medidas anunciadas ontem (11) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, não tenham definido, como contrapartida das empresas e dos setores beneficiados, a manutenção do nível de emprego.

“Se o objetivo do governo é incentivar o consumo, não basta apenas reduzir impostos. É fundamental garantir que os empregos sejam mantidos, porque só assim o trabalhador retomará a confiança necessária para consumir”, argumentou Artur Henrique. "Essas contrapartidas são a garantia de que os benefícios concedidos pelo governo alcançarão seu objetivo maior”, completou.

Inovação e Sobrevivência

Inovação? Um dos ensinamentos mais tradicionais dos cursos de gestão é que não se pode acomodar. É no auge que se pensa as mundanças futuras. As três produtoras de caros dos EUA Ford, GM y Chrysler tiveram lucros gigantes por mais de 50 anos. Acharam que duraria para sempre. Mas não. O que estamos vendo é um ocaso de três impérios industriais, que são um exemplo quase morto do apego ao lucro imediato. Inovaram? Dá uma olhada.

Em 1908, o consumo do Ford T(10,5 kilometros por litro) era melhor que o de muitos modelos 2008 da Ford, GM e Chrysler.

Como pode empresas tão grandes se preocupar tão pouco com o futuro delas próprias. Elas merecem o que o futuro os reserva.


Na feira com o Banco Central

Você já deve ter ído comprar maça, batata ou cebola. O que a gente percebe: quando tem muito produto o preço cai e quando tem pouco sobe. É a "lei da oferta e procura". Tão conhecida, talvez inconcientemente, das pessoas que vão às compras. Mas  os técnicos do Banco Central(BC) parecem não conhecer essa relação preço e procura. Na ata divulgada ontem que explica os motivos de manter os juros em 13,75% os brilhantes economistas do BC falam de inflação. Como?

Os produtos que eram vendidos lá fora, os exportados, não estão saindo. Terão que ser vindidos aqui no Brasil mesmo. O consumo dos produtos também vai cair no brasil e no mundo, por consequencia do desemprego e da diminuição do crédito. É mais produto que vai sobrar nas lojas, nos supermercados, nas farmácias, enfim...

Se vai sobra tanto a relação "oferta e procura" deve derrubar os preços dos produtos, senão vende menos e "estraga" o resto. O que significa menos lucros para o produtor, empresas e loja.

Os tradicionais problemas com inflação só podem voltar se aumentar o emprego e o crédito. Isso se a indústria e os governos não investirem, o que é difícil em época de aumento de emprego. Mais emprego é mais gente com salário. O resultado é mais consumo e menos frutas e legumes na feira. Aí o preço pode subir. Mas em num ambiente de crise como o que vivemos esperar pela inflação é no mínimo sinal de desconhcimento.

domingo, dezembro 07, 2008

Indústria automotiva dos EUA pode desaparecer, diz Krugman

O prêmio Nobel de Economia Paul Krugman afirmou neste domingo, 7, que a indústria automotiva dos Estados Unidos pode desaparecer. "Ela não é mais sustentada pela economia atual." Para Krugman, os planos dos congressistas norte-americanos para salvar as principais montadoras do país é uma solução a curto prazo, resultante da "falta de disposição para aceitar a falência de uma grande indústria em meio à crise financeira".

A Casa Branca e o Partido Democrata avançaram nesta final de semana nas negociações para aprovar um pacote de socorro de US$ 15 bilhões às três grandes montadoras dos EUA. O presidente da GM pediu US$ 25 bilhões só para a sua empresa. E ao perceber que o governo americano não estava muito interessado em ajudara a General Motors começou a passar o chapéu para o governo do Canada e de países europeu. Essa atitude seria para evitar demissões.Os EUA já tiveram um corte de 533 mil postos de trabalho em novembro.

quarta-feira, novembro 19, 2008

Documentário Cartão de Crédito

A alto endividamento das famílias americanas, o desemprego e a falta de crédito podem gerar uma nova crise dentra dessa que estamos vivendo: a dos cartões de crédito. Tem gente lá que não consegue pagar nem o mínimo da fatura. Quanto mais vítimas acrise fizer, maior será a inadimplência. Aí embaixo tem um documentário dobre essa possível "nova crise".


Recessão na Cabeça

Os EUA estão em recessão. E tá só começando, apesar do tamanho e da quantidade das notícias ruins. Mas um fato que agrava a crise começa a se intensificar por lá. É um fator psicológico (ou não?). A falta de confiança na economia e no futuro próprio. O departamento que cuida do trabalho nos EUA divulgou um relatório no qual afirma que, só em novembro, mais de 288 mil pessoas pararam de procurar emprego porque acham que não vão conseguir uma vaga nos próximos meses. Algo parecido acontece com os consumidores que ficam com "medo" de consumir - sem contar a queda na renda e no créditoq que também é grande. Ai embaixo dois vídeos da "Globonews" que mostram isso.

E tem quem fala que o pior já passou!

"A Crise Vai Piorar Antes de Melhorar", Barack Obama

A declaração foi dada nesse domingo em uma entrevista coletiva em Chicago.